23 de jul. de 2012

As mudanças no corpo da mulher durante a gravidez


O que muda no corpo da mulher a cada trimestre e os principais sintomas da gestação. O corpo da mulher começa a se preparar para o crescimento do embrião logo após a fecundação. As mudanças, no entanto, só são visíveis algumas semanas depois. Saiba como o corpo da mulher vai se comportando ao longo de cada e quais são 
os principais sinais da gestação.

Primeiro Trimestre

Sono e falta de disposição:
É culpa do betaHCG, hormônio específico da gravidez, que faz o ritmo do corpo diminuir. Tendem a desaparecer a partir do segundo trimestre.
Intolerância olfativa:
A grávida fica mais sensível aos cheiros e pode ter intolerância a alguns em particular. Pode perdurar até a 20ª semana.
Alteração no paladar:
A mulher pode manifestar preferências alimentares estranhas ou diferentes daquelas a que está habituada.
Manchas na pele:
São denominadas melasmas. Podem aparecer principalmente no rosto, nas axilas e nas pernas e tendem a desaparecer no final da amamentação. Podem ficar mais evidentes no fim da gravidez. A gestante deve usar protetor solar durante as 40 semanas, para evitar o aparecimento de novas manchas.
Seios inchados e sensíveis:
O aumento nos seios é um dos primeiros sintomas, percebido logo nas primeiras semanas. A progesterona, o hormônio da gestação (betaHCG), e a prolactina estimulam o aumento das glândulas mamárias.
Fome:
Sem dúvida a fome aumenta, mas a mãe não deve “comer por dois”. O ideal é fracionar e se alimentar mais vezes ao dia em menor quantidade.
Cólica:
É a mesma sensação de quando a mulher está para menstruar, uma ligeira dor na região do útero.
Enjoos:
São mais comuns nas primeiras semanas e podem durar até o fim do terceiro trimestre. Estão relacionados aos níveis de betaHCG no sangue. Em gestações de gêmeos, com o nível mais alto desse hormônio, a mulher enjoa mais.
Abdome:
Ligeiro aumento no baixo-ventre, como se a barriga estivesse estufada.


Segundo Trimestre

Linea nigra:
É nessa fase que aparece essa linha escura que passa pelo meio do abdome. Mas nem todas as mulheres a desenvolvem.
Escurecimento das aureolas;
Os mamilos e os genitais tendem a ficar mais escuros nessa época. O responsável é o betaHCG, o hormônio da gravidez. A cor volta ao normal depois do parto.
Alteração na postura:
O volume da barriga muda o centro de gravidade do corpo, fazendo com que a mulher afaste as pernas e jogue o tronco para trás.
Azia e queimação:
Aparecem por volta da 20ª semana e podem piorar no final da gestação. O estômago é comprimido, causando refluxo e a sensação de azia e queimação no estômago.
Intestino preso:
As alterações hormonais mudam o funcionamento do intestino, gerando prisão de ventre. A dica é tomar muita água e aumentar a ingestão de fibras.
Inchaço:
Na metade do segundo trimestre, lá pela 20º semana, a mulher pode apresentar inchaço nas pernas e nas mãos. A progesterona é o hormônio responsável pela retenção de líquidos, juntamente com o aumento do volume abdominal.

Terceiro Trimestre

Inchaço acentuado:
Se deve ao aumento na quantidade de líquido retido no corpo, o que faz com que  o sangue fique mais diluído.
Dificuldade respiratória:
A chamada dispneia é causada pelos hormônios da gravidez, que atuam no diafragma da gestante.
Frouxidão das articulações:
O aumento no líquido corporal também causa efeito nos ligamentos, tornando-os mais “frouxos”. A grávida perde a pisada firme e por isso o uso de salto alto não é recomendado.
Incotinencia urinária:
É uma situação comum no final da gravidez. O bebê pressiona a bexiga e um esforço maior pode levar à perda de urina.
Hemorroidas e varizes:
Para levar sangue suficiente ao bebê, há aumento na formação e na dilatação dos vasos sanguíneos. Com isso, surgem as varizes e as hemorroidas.


            

Fonte: Mudanças na Gravidez revisado por Ana Paula Moreira Campos.

20 de jul. de 2012

Rumo à cura da Aids




Uma equipe global de cientistas concebeu uma estratégia para encontrar a cura da Aids, um esforço inspirado na notável história de um paciente norte-americano chamado Timothy Ray Brown, que conseguiu se curar da doença.
O tratamento de Brown, em Berlim, envolveu a destruição do seu sistema imunológico e um transplante de células-tronco de um doador com uma rara mutação genética que impede a contaminação pelo vírus HIV. O procedimento é muito caro e difícil de ser repetido em grande escala.
Mas, nos anos transcorridos desde o bem sucedido tratamento, em 2007, a história de Brown se tornou um mantra para os cientistas que acreditam ter chegado a hora de buscar a cura da doença.
Desde o surgimento da epidemia de Aids, há 31 anos, os cientistas fizeram grandes avanços no tratamento da doença. As mortes em decorrência da Aids no mundo todo caíram de cerca de 1,8 milhão em 2010 para 1,7 milhão no ano passado, segundo o mais recente relatório do programa da ONU para a Aids (Unaids).
Coquetéis de drogas poderosas contra o HIV podem manter a infecção sob controle durante anos, mas o vírus é astuto, entrelaçando-se ao DNA de células imunológicas especiais, onde pode permanecer dormente e inacessível aos medicamentos. Isso obriga os pacientes soropositivos a usarem as medicações pelo resto da vida.
Como resultado do melhor acesso ao tratamento, mais pacientes com HIV estão vivendo vidas quase normais, mas o número de pacientes que precisa dos medicamentos também está crescendo, o que eleva os futuros custos dos tratamentos contra a Aids.
Michel Sidibé, diretor-executivo da Unaids, disse que o tratamento não pode ser um fim em si. "Se continuarmos acreditando que ele é o fim de jogo, então teremos um desafio de chegar ao 'zero'", disse ele, referindo-se à meta de debelar a epidemia.
"É um primeiro passo", disse Françoise Barre Sinoussi, ganhadora de um Nobel por sua participação na identificação do HIV. Ela é copresidente do Grupo de Trabalho Internacional para a Cura do HIV, que lançou na quinta-feira suas propostas de várias etapas até a cura.
Sinoussi disse que o próximo passo será determinar a relação custo/benefício da estratégia. Esse trabalho vai começar em conjunto com a conferência de 2012 da Sociedade Internacional da Aids, entre os dias 22 e 27 de julho em Washington.
Steven Deeks, da Universidade da Califórnia em San Francisco, e também copresidente do grupo de trabalho, disse que os profissionais da saúde veem uma crescente necessidade de "passar do bloqueio ao vírus para se livrar do vírus".
Em vez de tentar copiar o tratamento feito por Brown, os pesquisadores buscarão uma reação semelhante de uma forma mais barata e fácil de replicar.
Uma das primeiras tarefas, segundo Deeks, será dar continuidade à pesquisa básica em laboratório para entender por que o vírus persiste no organismo e onde ele se esconde.
Os cientistas também precisam entender a função do sistema imunológico em pacientes com HIV, e determinar se a inflamação tem um papel na proteção ao vírus.
Outras equipes precisarão determinar por que alguns pacientes desenvolvem anticorpos ao vírus, permitindo o controle da infecção, e se isso pode ser aplicado na busca por uma cura.
Deeks disse que os médicos precisam de exames melhores para mensurar os níveis do vírus. Os pesquisadores terão de desenvolver drogas que expulsem o vírus dos seus esconderijos no organismo, tornando-o mais vulnerável ao tratamento, e também medicamentos poderosos para tornar o sistema imunológico mais apto a combater infecções.
Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas dos EUA, parte do Instituto Nacional de Saúde, disse que sua agência apoia a iniciativa, mas que é cedo para avaliar seu sucesso.
"Ainda temos muitas descobertas a fazer com relação a uma cura sobre a qual não existe garantias de se e quando irá acontecer. Estamos mais ou menos onde estávamos há uma década com uma vacina", afirmou.
Na época, após repetidos fracassos em testes clínicos, os cientistas tinham poucas perspectivas de desenvolver uma vacina eficaz contra o HIV, sentimento que mudou em 2009, após o relato de um teste relativamente bem sucedido na Tailândia.
"Agora posso dizer que estou confiante de que teremos uma vacina, só não posso lhe dizer quando. Com a cura, ainda estamos em uma fase muito nascente da descoberta", disse Fauci.

Fonte: Reuters






Com certeza é o melhor para se evitar a AIDS... Previna-se!

16 de jul. de 2012

Doenças de Inverno


É quando a temperatura baixa que diversas doenças passam a atormentar o organismo. O sistema respiratório é o principal alvo de vírus e bactérias, que aproveitam os locais fechados e cheios de gente para se espalhar.

Gripe
Conceito:
É um problema respiratório causado pelo vírus influenza. Ao contrário do que muita gente pensa, não tem nada a ver com o resfriado, cujos sintomas são mais leves. O influenza consegue se apoderar de células das vias aéreas e, para conter essa invasão, o sistema imune recruta anticorpos e dispara uma baita reação inflamatória. No final das contas, não é apenas o aparelho respiratório que sente o ataque — o corpo inteiro padece de dores e daquela sensação de moleza. O impacto da agressão varia de acordo com as condições do hospedeiro — não por menos, a gripe costuma ser mais nefasta para os bebês e para quem já passou dos 70 anos.
Sintomas:
Febre alta, tosse, secreção nasal, dor de garganta, dor de cabeça e pelo corpo, cansaço físico.
Tratamento:
São adotados remédios que atenuam os sintomas, como os antitérmicos, os analgésicos e os descongestionantes nasais. Depois de avaliar o caso, o médico pode receitar apenas repouso ou recorrer também a antivirais, cuja função é justamente exterminar o influenza. Casos mais graves exigem internação para evitar complicações como pneumonias.
Prevenção:
Lavar sempre muito bem as mão, evitar o contato com pessoas com sintomas da gripe e, se possível, não frequentar locais apinhados de gente, como creches, estações de trem e aeroportos – todas essas ações contribuem para frear o contágio. Uma medida excelente, recomendada sobretudo a crianças pequenas e idosos, é tomar a vacina. Ela ensina o sistema imune a criar um pelotão atento, capaz de desmobilizar o ataque do influenza.

Resfriados
Conceito:
Trata-se de um problema bastante comum que acomete as vias aéreas superiores — especialmente o nariz. Diferentemente da gripe, os sintomas são bem mais brandos. São vários os autores da encrenca — todos vírus, vale frisar. A quadrilha pode ser formada por rinovírus, parainfluenza e alguns tipos de adenovírus. Eles acabam agredindo a mucosa do nariz e, como resposta, o organismo ordena a produção de muco para eliminá-los.
Sintomas:
Espirros, congestão nasal e coriza.
Tratamentos:
Não há remédio específico para os vírus do resfriado. Os medicamentos usados — caso dos descongestionantes nasais — combatem os sintomas até que o sistema imune se encarregue de abafar os invasores. Ficar de repouso pode ajudar.
Prevenção:
A higiene das mãos e do nariz é o jeito mais seguro de evitar a contaminação pelos vírus. Um estilo de vida saudável ajuda a fortalecer o sistema imunológico, tornando-o mais eficiente para expulsar qualquer agressor. Até porque os agentes do resfriado não podem ser detidos por vacinas.

Rinite
rinite Rinite – Tratamento
Conceito:
É a inflamação da mucosa que reveste o nariz. É muito comum que seja deflagrada por uma alergia: o organismo encara moléculas presentes na poeira e no mofo, por exemplo, como inimigos, e não demora a disparar o que se chama de cascata inflamatória. Como não é possível eliminar completamente aqueles elementos que atiçam as defesas do corpo, o nariz torna-se uma região constantemente inflamada. Vírus, bactérias e fungos, além de fatores irritantes não-alérgicos, como odores fortes, também podem desencadear a inflamação.
Sintomas:
Coceira e irritação no nariz, coriza, espirros e congestão nasal.
Tratamentos:
A rinite alérgica exige paciência. É possível lançar mão de medicamentos antialérgicos, mas manter o ambiente sempre limpo e arejado é essencial para controlar o problema. No caso das bacterianas e das virais, o mais comum é que o quadro evolua, levando a outros tipos de inflamação, como sinusite ou otite. Aí o tratamento será específico para essas manifestações.
Prevenção:
Evite locais pouco ventilados, onde há acúmulo de poeira e mofo. O tratamento preventivo com medicamentos deve ser prescrito por um especialista.

Sinusite
Conceito:
É a inflamação ou infecção dos seios da face, as cavidades que ficam no interior dos ossos, ao redor do nariz, da maçã do rosto e dos olhos. Como ela sempre vem acompanhada de uma rinite, os especialistas chamam de rinossinusite. O processo infeccioso pode ser desencadeado por diversos fatores, como alergia, fungos, vírus e bactérias. Cerca de 95% dos casos de sinusite bacteriana surgem depois de uma gripe, muito comum neste período do ano. Vale lembrar que pacientes com desvio de septo, pólipos nasais ou qualquer alteração que impeça a ventilação dos seios da face são fortes candidatos à sinusite.
Sintomas:
Obstrução nasal, dor de cabeça, dor no rosto, coriza, tosse, alteração ou ausência do olfato. Sintomas menos óbvios, como rouquidão e tontura, também podem estar associados à doença.
Tratamento:
Varia de acordo com a origem. Para afastar uma sinusite alérgica, por exemplo, não adianta investir em remédios se o paciente continuar exposto aos fatores que causam a alergia. No caso da viral, é possível amenizar os sintomas com antigripais e descongestionantes – sempre com prescrição médica – até que o vírus saia do corpo. Já a bacteriana costuma ser tratada com antibióticos. Inalação e lavagem do nariz com soro ajudam a aliviar o incômodo.
Prevenção:
Quem sofre de sinusite crônica deve tomar cuidados como beber bastante líquido para se manter hidratado – isso deixa o muco menos denso, o que facilita sua eliminação. Evitar cigarro e ambientes muito poluídos também protege a mucosa contra inflamações. As vacinas antipneumocócicas ajudam a combater um dos tipos de bactéria que podem causar a sinusite, os pneumococos.

Otite
Conceito:
O problema que aflige principalmente a criançada é uma inflamação numa porção mais interna do ouvido, a chamada orelha média. Ela surge quando vírus ou bactérias que penetram as vias respiratórias conseguem migrar para a orelha. Os agentes por trás da gripe e do resfriado e a bactéria pneumococo, que também causa a pneumonia, estão entre os principais vilões. Num quadro de otite, o processo inflamatório vem acompanhado do acúmulo de secreções purulentas e, claro, das dores.
Sintomas:
Dor de ouvido e febre.
Tratamento:
É preciso combater o micro-organismo que disparou o problema. Assim, se a otite foi uma complicação de uma gripe, deve-se ficar de olho no vírus influenza, usando, se necessário, drogas antivirais, analgésicos e anti-inflamatórios — tudo sob orientação médica. Caso bactérias estejam por trás da encrenca, a ordem é recorrer aos antibióticos.
Prevenção:
Crianças vacinadas contra a gripe correm menos risco de desenvolver otite. Manter as vias aéreas sempre limpas, aplicando, por exemplo, o soro fisiológico no nariz também evita o problema no ouvido, já que se protege a porta de entrada para vírus e bactérias. Para prevenir a infecção pela bactéria pneumococo, a recomendação é tomar uma vacina, a 7-valente, que livra o organismo de sete variações da dita cuja. O imunizante, que ainda não está na cartilha oficial de vacinação, deve ser aplicado em quatro doses (aos 2, 4 e 6 meses de idade e com um reforço aos 15 meses).

Bronquite
Conceito:
Trata-se da inflamação dos brônquios, uma espécie de tubo que sai da traqueia para conduzir o ar até os pulmões. O problema pode ter origem alérgica ou ser deflagrado por vírus e, mais raramente, bactérias. Quando o sistema imune dá bobeira, uma gripe é capaz de abrir a porteira para a complicação nos brônquios. Eles ficam mais contraídos e, com isso, a respiração se torna penosa. Substâncias tóxicas, encontradas no cigarro ou no ar poluído, também têm potencial para desencadear a bronquite.
Sintomas:
Tosse, falta de ar, expectoração excessiva, febre, chiado ou dores no peito.
Tratamento:
Varia de acordo com a causa. Numa crise de bronquite, os especialistas se valem da inalação e aproveitam a própria via respiratória para administrar uma lista de medicamentos, como anti-inflamatórios, broncodilatadores e até antibióticos - caso as bactérias já tenham se intrometido na história. Se a inflamação dos brônquios tem fundo alérgico, outras drogas, caso dos antialérgicos, são requisitadas.
Prevenção:
As medidas que afastam gripes, resfriados e afins também garantem a proteção contra a bronquite - ou seja, lavar bem as mãos e, quando possível, evitar aglomerações. Pessoas com histórico do problema são até aconselhadas a tomar a vacina contra a gripe. Dieta balanceada, sono de qualidade e uma baixa a agentes tóxicos, como os do cigarro, também são boas estratégias para deixar os brônquios em paz. Manter os ambientes da casa livres de poeira e mofo é útil para prevenir crises da doença quando ela está vinculada a processos alérgicos.

Pneumonia
Conceito:
Trata-se de uma inflamação ou infecção que ataca os pulmões, sobretudo quando o sistema de defesa foi debilitado por outro problema, como gripe, tuberculose, alcoolismo, fumo, diabete e males do coração. Pode ser causada por diversos microorganismos, como fungos, vírus, parasitas e bactérias. Uma vez nos pulmões, esses micróbios se instalam nos alvéolos — estruturas onde ocorrem as trocas gasosas —, prejudicando a respiração. A mais comum é aquela desencadeada por bactérias pneumocócicas, as mesmas que podem provocar otite ou sinusite.
Sintomas:
O começo da pneumonia é bem parecido com uma gripe comum. Os principais sintomas são febre, mal-estar e tosse. Pode haver respiração curta e ofegante, além de dores no tórax.
Tratamento:
Na maioria dos casos, recorre-se ao auxílio de antibióticos - por via oral ou intravenosa. Até porque pneumonias virais acabam abrindo alas para bactérias proliferarem nos pulmões. Alguns médicos também recomendam exercícios respiratórios que ajudam a drenar a secreção.
Prevenção:
A vacinação é a única maneira de prevenir a doença. Tanto o imunizante que protege contra o vírus influenza, causador da gripe, como as vacinas antipneumocócicas evitam que o corpo abra uma brecha à pneumonia.

Meningite
Conceito:
É a inflamação das meninges, finíssimas membranas que revestem o cérebro e a medula espinhal. Quando desencadeado por bactérias, o problema costuma ser mais grave do que sua versão viral. Entre as mais comuns está a hemofilus influenza do tipo B (a vacina contra essa bactéria é contemplada pelo calendário nacional de vacinação do governo). A chamada meningocócica evolui rapidamente – às vezes leva à morte em questão de horas. Já a pneumocócica, outro tipo bacteriano comum, pode surgir depois de uma sinusite ou uma otite, por exemplo, já que às vezes é causada pelo mesmo micróbio que desencadeia essas inflamações. Existem ainda casos menos frequentes em que a doença é provocada por fungos.
Sintomas:
Febre, dor de cabeça, fotofobia, vômito, pescoço rígido e manchas roxas no corpo. Nas crianças, os mais comuns são febre ou hipotermia – queda de temperatura – e recusa alimentar.
Tratamento:
Quanto antes for diagnosticada, melhor. Por isso é importante correr para o médico assim que houver uma suspeita. O especialista faz a punção do líquor, um líquido extraído da lombar, para confirmar a doença e identificar sua origem. Se a causa for viral, a única coisa a se fazer é tratar os sintomas. No caso da bacteriana, o tratamento é realizado por meio de antibiótico introduzido diretamente na veia. O paciente fica internado por aproximadamente uma semana.
Prevenção:
No outono e no inverno, o ideal seria evitar aglomerações em locais fechados, que facilitam a proliferação de microorganismos. Para imunização contra a bactéria hemofilus influenza tipo B, uma das principais causas de meningite em crianças menores de 5 anos, basta procurar um posto de saúde público, já que ela faz parte do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde. Existem também vacinas antipneumocócicas e antimeningocócicas, mas elas são encontradas somente em clínicas privadas. O Ministério da Saúde estuda a possibilidade de acrescentar uma delas em seu calendário oficial.

 Asma
Conceito:
É uma doença inflamatória crônica das vias aéreas. Os brônquios, tubos que levam o ar da traquéia em direção aos pulmões, são os principais alvos. O que a diferencia da bronquite é o fato de não ter cura - um paciente com asma sempre terá asma. As crises podem ser desencadeadas por ar seco, infecções, refluxo gastroesofágico, exercício físico, entre outros fatores. Esses estímulos provocam estreitamento das vias, dificultando a passagem do ar.
Sintomas:
Tosse, chiado, sensação de pressão no peito e falta de ar.
Tratamento:
Hoje é perfeitamente possível controlar a doença com medicamentos antiinflamatórios e broncodilatadores.
Prevenção:
Como fatores alergênicos e que causam irritação podem favorecer uma crise, é importante ficar de olho na ventilação do ambiente e no acúmulo de pó em roupas e objetos. Exercícios físicos mais leves orientados pelo médico e apropriados para quem enfrenta o problema também ajudam.

Bronquiolite
Conceito:
Uma inflamação nos bronquíolos, estruturas que se ramificam a partir dos brônquios para transportar o ar até os pulmões. O problema costuma atacar crianças de até seis anos de idade — especialmente os recém-nascidos. A maioria dos casos é causada pelo vírus sincicial respiratório (VSR), que entra pelas vias respiratórias e consegue viajar até os bronquíolos, destruindo as células que os revestem. Para se defender, o sistema imune dispara um processo inflamatório. Isso faz com que essas estruturas fiquem inchadas e recheadas de secreção. Resultado: o ar passa por ali com muita dificuldade. Pessoas acima de 60 anos também são mais suscetíveis à doença, que às vezes é acompanhada de pneumonia. Nesses casos, o motivo pode ser desde uma infecção viral ou bacteriana a um contato com substâncias químicas.
Sintomas:
Falta de ar, chiado no peito, respiração ofegante, tosse seca, secreção nasal (no começo, o catarro tem cor e textura semelhantes às da clara de ovo), febre baixa.
Tratamento:
Os médicos costumam recorrer à inalação e ao uso de remédios antivirais. Se o problema já está mais avançado e propicia uma infecção por bactérias, entram em ação os antibióticos. Para conter o processo inflamatório, também são convocados medicamentos à base de corticoide. Muitas vezes, é preciso que a criança (ou o adulto) fique internada até se recuperar.
Prevenção:
Ainda não há vacina que combata o vírus sincicial respiratório (VSR). Para diminuir o risco de contrair o problema, é importante manter o organismo hidratado bebendo muito líquido. Outra medida é deixar o nariz sempre limpo — você pode higienizá-lo com o próprio soro fisiológico. Evitar exposição a aglomerações, como estações de metrô ou creches, também ajuda a manter o vírus à distância.

Fonte: Revista Saúde

11 de jul. de 2012

Vacina pode evitar que o Parkinson se desenvolva!




Vacina pode evitar que o Parkinson se desenvolva

 

Uma vacina contra a doença de Parkinson foi testada recentemente em pacientes pela primeira vez na Áustria. Desenvolvida pela empresa de bioctenologia Affiris, os testes foram iniciados em fevereiro deste ano e o objetivo da vacinação, chamada de PDO1A, é atingir a proteína alfa-sinucleína, responsável pelo desenvolvimento da enfermidade, e os pesquisadores acreditam que ela realize a comunicação entre os neurônios. A doença é uma degeneração das células do sistema nervoso que afeta os movimentos do corpo e até o momento não tem cura. Em março, cientistas conseguiram bloquear a progressão do Parkinson em uma cobaia controlando essa proteína. De acordo com um comunicado oficial da empresa, os pacientes terão acesso a um tratamento que foca nas causas e não apenas nos sintomas. Os estudos prosseguirão até o final de 2012 e até o momento, nesta etapa, participaram 32 pacientes que serão testados por um ano. A pesquisa pretende comprovar que a vacina é segura para os seres humanos. Ainda não existe uma forma de prevenir a doença e a maioria dos pacientes só descobre a doença em um estágio mais avançado.

Fonte: Revista Viva Saúde

Enfermagem: a arte de cuidar... o dom de amar !: Sopas que aquecem é oferecem mais Saúde!

Enfermagem: a arte de cuidar... o dom de amar !: Sopas que aquecem é oferecem mais Saúde!: Sopa é, para muita gente, sinônimo de dieta, doença e inverno. É bem verdade que uma sopinha quentinha é uma maravilha para acalmar o...

Sopas que aquecem é oferecem mais Saúde!



Sopa é, para muita gente, sinônimo de dieta, doença e inverno. É bem verdade que uma sopinha quentinha é uma maravilha para acalmar o frio, além de ser uma refeição leve para quem precisa recuperar a saúde e ainda pode ser uma grande aliada na perda de peso. Mas a sopa pode ser muito mais poderosa e saborosa do que isso. Ela também é uma refeição muito recomendada para as mulheres, especialmente nos dias antes e durante a menstruação, trazendo os nutrientes para o corpo e a nutrição energética e emocional que nós mulheres tanto precisamos neste momento mais sensível do nosso ciclo.
Para que qualquer sopa fique saborosa, é preciso que sua base seja um caldo bem rico. É claro que não estou falando daqueles industrializados, cheios de sódio e glutamato monossódico, que causam dores de cabeça, aumento de peso e pioram ainda mais os sintomas da TPM. Estou falando do bom e velho caldo caseiro. É um investimento de tempo e dinheiro que vale a pena, pois fazendo seu caldo em casa, você tem total controle dos ingredientes (qualidade, quantidade, custos, sabores, 100% naturais) e pode transformá-lo numa espécie de seguro-saúde. Essa medida garante que você vai ingerir a maior parte das vitaminas, minerais e outros micronutrientes que protegem de doenças e cuidam da beleza e do equilíbrio hormonal.
Um caldo clássico de legumes, feito com cebola, alho-poró, aipo e cenouras, pode ganhar mais nutrientes se você acrescentar à receita uma folha de alga kombu. Já nos caldos de galinha, carne e peixe, é imprescindível acrescentar ossos cortados. Isso porque assim você vai garantir o suprimento de minerais como o cálcio e o magnésio, que fazem bem para os ossos e para sintomas de TPM, como cólicas, irritabilidade, entre outros.
Uma forma simples de ter um caldo delicioso e saudável sem esforço é usar o missô, a pasta de soja fermentada - uma iguaria japonesa muito apreciada por seu sabor único e por possuir probióticos naturais a partir de seu processo de fermentação natural. Isso ajuda a fortalecer nosso sistema imunológico e a prevenir gripes. Vale pesquisar se a soja não é transgênica e, de novo, se não tem glutamato monossódico na composição.
Aliás, segundo a tradição oriental, uma boa sopa tem que, além de ter um bom caldo, harmonizar três tipos diferentes de alimentos: dois tipos de verduras e uma porção modesta de proteína, que pode ser tanto de origem animal, como tofu ou feijão.
Se todo esse papo deu fome, aproveite para fazer esta receita que recomendo na minha detox. O prato ajuda a se livrar do excesso de hormônios antes da menstruação e também auxilia na perda de peso. O feijão moyashi, além de fácil digestão, tem propriedades desintoxicantes poderosas. Esse produto pode ser encontrado em mercados especializados em produtos asiáticos ou em lojas que vendem grãos a granel. Vale a pena a procura e ter sempre um estoque em casa.

Minestrone de Feijão
Ingredientes:
  • 1 cebola
  • 3 cenouras
  • 1 litro de caldo de legumes ou água
  • 2 abobrinhas
  • 2 abobrinhas-jacaré (paulistinha ou baianinha)
  • 3 tomates sem casca e sem sementes
  • 200g de vagem francesa (fininha, sem caroço)
  • 1 osso de galinha ou uma folha de alga kombu
  • 1 xícara de feijão moyashi/mung ou azuki
  • 1 xícara de salsa desfolhada (use os caules picados no refogado)
  • 1 xícara de couve cortada em tiras fininhas
  • Azeite de oliva
  • Sal marinho
  • Pimenta-do-reino
  • Ervas como tomilho, manjericão, orégano, alecrim e outras a gosto
Modo de fazer:
Coloque o feijão de molho no dia anterior, ou faça um molho "express" (derramar água fervente sobre o feijão em uma panela, e deixar imerso por 15 minutos. Depois escorra e enxágue). Em uma panela grande, acrescente 2 xícaras de água para uma de feijão e uma tira de kombu. Deixe ferver, tampe e cozinhe até que o feijão esteja cozido completamente, que pode levar de 45 minutos a uma hora.
Em uma panela separada, refogue uma cebola picada em azeite de oliva, sal e pimenta por alguns minutos. Adicione as cenouras picadas e continue refogando. Em seguida, adicione 1 litro de caldo de legumes ou água, adicione o osso de galinha ou um pedaço de Kombu e cozinhe até que as cenouras comecem a amolecer. Adicione as abobrinhas e as abobrinhas-jacaré, os tomates e a vagem, todos picados. Quando todos os demais ingredientes estiverem cozidos, descarte o osso (a alga é comestível), e adicione a couve e o feijão já cozido à sopa. As ervas frescas e a salsa somente devem ser acrescentada na hora de servir. Se quiser, ajuste o sal e a pimenta, e regue o prato com um fio de azeite.
Fonte: Revista Saúde