2 de set. de 2012

Sete vacinas que os adultos precisam tomar

Sarampo, pneumonia e outras doenças prejudicam a imunidade mesmo na idade adulta.

Ninguém reluta em levar o filho para tomar uma vacina contra sarampo ou paralisia infantil, mas na hora de cuidar da própria saúde, muitos adultos negligenciam as campanhas de vacinação. Em todas as fases de nossa vida, porém, estamos suscetíveis a infecções por vírus e bactérias que, se não tratadas, podem causar muitos problemas.
As doenças crônicas que se manifestam mais na vida adulta são fortes indicadores de que o individuo precisa se vacinar. "As pessoas que estão em grupos de risco, como as pessoas com mais de 60 anos ou aquelas que têm doenças crônicas, devem sempre estar informadas sobre a vacinação", diz o infectologista Paulo Olzon, da Unifesp. 
Existem vacinas tanto para bactérias como para vírus. "No primeiro caso, a vacinação é feita para controlar surtos epidemiológicos e, para o caso dos vírus, a imunização normalmente dura a vida toda, sendo necessárias apenas algumas doses de reforço para garantir que a doença não vai mais voltar", diz Paulo Olzon. Confira sete tipos que merecem estar na sua carteira de vacinação.

Vacina contra tétano - Foto: Getty Images 

Vacina dupla tipo adulto - para difteria e tétano

A difteria é causada por uma bactéria, que é contraída pelo contato com secreções de pessoas infectadas. Ela afeta o sistema respiratório, causa febres e dores de cabeça, em casos graves, pode evoluir para uma inflamação no coração. 

A toxina da bactéria causadora do tétano compromete os músculos e leva a espasmos involuntários. A musculatura respiratória é uma das mais comprometidas pelo tétano. Se a doença não for tratada precocemente, pode haver uma parada respiratória devido ao comprometimento do diafragma, músculo responsável por boa parte da respiração, levando a morte. Ferir o pé com prego enferrujado que está no chão é uma das formas mais conhecidas do contágio do tétano. 

A primeira parte da vacinação contra difteria e tétano é feita em três doses, com intervalo de dois meses. Geralmente, essas três doses são tomadas na infância. Então confira a sua carteira de vacinação para certificar-se se a vacinação está em ordem. Depois delas, o reforço deve ser feito a cada dez anos para que a imunização continue eficaz. É nesse momento que os adultos cometem um erro, deixando a vacina de lado.  



Homem com sarampo - Foto: Getty Images

Vacina Tríplice-viral - para sarampo, caxumba e rubéola

Causado por um vírus, o sarampo é caracterizado por manchas vermelhas no corpo. A transmissão ocorre por via respiratória. De acordo com dados do Ministério da Saúde, a mortalidade entre crianças saudáveis é mínima, ficando abaixo de 0,2% dos casos. Nos adultos, essa doença é pouco observada, mas como a forma de contágio é simples, os adultos devem ser imunizados para proteger as crianças com quem convivem. 

Conhecida por deixar o pescoço inchado, a caxumba também tem transmissão por via respiratória. Mesmo que seja mais comum em crianças, a caxumba apresenta casos mais graves em adultos, podendo causar meningite, encefalite, surdez, inflamação nos testículos ou dos ovários, e mais raramente no pâncreas. 

Já a rubéola é caracterizada pelo aumento dos gânglios do pescoço e por manchas avermelhadas na pele, é mais perigosa para gestantes. O vírus pode levar à síndrome da rubéola congênita, que prejudica a formação do bebê nos três primeiros meses de gravidez. A síndrome causa surdez, má-formação cardíaca, catarata e atraso no desenvolvimento. 

O adulto deve tomar a tríplice-viral se ainda não tiver recebido as duas doses recomendadas para a imunização completa quando era criança e se tiver nascido depois de 1960. O Ministério da Saúde considera que as pessoas que nasceram antes dessa data já tiveram essas doenças e estão imunizados, ou já foram vacinados anteriormente. 

Mesmo que todos com essas características devam ser vacinados, as mulheres que pretendem ter filhos, que não foram imunizadas ou nunca tiveram rubéola devem tomar a vacina um mês antes de engravidar, já que a rubéola é bastante perigosa quando acomete gestantes, podendo causar deformidade no feto.  

Imagem de fígado no corpo humano - Foto: Getty Images

Vacina contra a hepatite B

A Hepatite B é transmitida pelo sangue, e em geral não apresenta sintomas. Alguns pacientes se curam naturalmente sem mesmo perceber que tem a doença. Em outros, a doença pode se tornar crônica, levando a lesões do fígado que podem evoluir para a cirrose. "A imunização contra essa doença é importante, pois ela pode causar problemas sérios, como câncer no fígado", diz Paulo Olzon. 

De acordo com o especialista, há algumas décadas, o tipo B da hepatite era o mais encontrado, já que ela pode ser transmitida através da relação sexual e as pessoas não tomavam cuidado com a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis. Depois de uma campanha de vacinação e imunização, e da classificação da hepatite C pelos médicos, ela não pode ser vista como epidemia, mas ainda é preciso tomar cuidado com essa doença. 

Até os 24 anos, todas as pessoas podem tomar a vacina contra hepatite B, gratuitamente, em qualquer posto de saúde. A aplicação da vacina também continua de graça, quando o adulto faz parte de um grupo de risco. "Pessoas que tenham contato com sangue, como profissionais de saúde, podólogos, manicures, tatuadores e bombeiros, ou que tenham relacionamentos íntimos com portador da doença são as mais expostas a essa doença", diz o especialista. Fora isso, qualquer adulto pode encontrar a vacina em clínicas particulares. 
Homem tossindo com pneumonia - Foto: Getty Images

Pneumo 23 - Pneumonia

O pneumococo, bactéria que pode causar a pneumonia, entre outras doenças, pode atacar pessoas de todas as idades, principalmente indivíduos com mais de 60 anos. "Pessoas com essa idade não podem deixar de tomar a vacina pneumo 23", diz Paulo Olzon. 

A pneumonia é o nome dado a inflamação nos pulmões causada por agentes infecciosos (bactérias, vírus, fungos e reações alérgicas). Entre os principais sintomas dessa inflamação dos pulmões, estão febre alta, suor intenso, calafrios, falta de ar, dor no peito e tosse com catarro. Adultos com doenças crônicas em órgãos como pulmão e coração -alvos mais fáceis para o pneumococo, devem tomar essa vacina sempre que há uma campanha de vacinação.

Mesmo que ela seja uma das vacinas mais importantes para ser tomadas é a única vacina do calendário que não é oferecida em postos de saúde. É preciso ir a um Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais.

Mosquito da febre amarela é o mesmo da dengue - Foto: Getty Images

Vacina contra a febre amarela

A febre amarela é transmitida pelo mesmo mosquito transmissor da dengue, o Aedes aegypti. A doença tem como principais sintomas febre, dor de cabeça, calafrios, náuseas, vômito, dores no corpo, icterícia (pele e olhos amarelados) e hemorragias. "Se a febre amarela não for tratada, pode levar a morte", explica o especialista. 

Por ser uma doença grave, e com alto índice de mortalidade, todas as pessoas que moram em locais de risco devem tomar a vacina a cada dez anos, durante toda a vida. Quem for para uma dessas regiões precisa ser vacinado pelo menos dez dias antes da viagem. No Brasil, as áreas de risco são: zonas rurais no Norte e no Centro-Oeste do país e alguns municípios dos Estados do Maranhão, do Piauí, da Bahia, de Minas Gerais, de São Paulo, do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. 

Mesmo que os efeitos colaterais mais sérios sejam muito raros, a vacina contra febre amarela deve ficar restrita aqueles indivíduos que moram ou irão viajar para algum lugar de risco. "Nesse sentido, a preocupação dos médicos está relacionada ao risco de reação alérgica grave ou anafilática, que pode levar a morte os pacientes propensos", explica o infectologista Paulo Olzon. 
Pessoa com febre, um dos sintomas da gripe - Foto: Getty Images

Vacina contra o influenza (gripe)

A vacina contra gripe deve estar na rotina de quem está com mais de 60 anos. "Muitas pessoas deixam de tomá-la com medo da reação que ela pode causar, mas isso é um mito, já que a suposta reação do corpo não tem nada a ver com a vacina, e sim com a própria gripe", diz o especialista. "Isso porque o vírus da gripe fica semanas em nosso corpo sem se manifestar e a proteção da vacina não é imediata como as pessoas imaginam." 

A gripe é transmitida por via respiratória, leva a dores musculares e a febres altas. Seu ciclo costuma ser de uma semana. Pessoas com mais de 60 anos podem tomar a vacina nos postos de saúde, enquanto os mais jovens podem ser vacinados em clínicas particulares. "Os idosos que não querem esperar até a campanha anual de vacinação contra a gripe podem tomar a vacina em clínicas particulares em todas as épocas do ano", diz Paulo Olzon. 

Vacina contra HPV não dispensa o uso de camisinha - Foto: Getty Images

HPV

A vacina existe tanto para homens quanto para mulheres e previne os quatros principais tipos do Papilomavírus Humano - o HPV. Segundo o Ministério da Saúde, 137 mil novos casos de HPV são registrados por ano no Brasil. O vírus, transmitido durante a relação sexual, é responsável por 90% dos casos de câncer de colo do útero, além de provocar tumores de vulva, pênis, boca, ânus e pele. 

Apesar de existir a vacina bivalente, que protege dos tipos 16 e 18 de HPV e só é aplicada em mulheres, a quadrivalente é a mais indicada, pois protege desses dois tipos citados mais os tipos 6 e 11 e também serve para os homens. "A quadrivalente deve ser tomada em três doses, sendo a segunda dose após 30 dias da primeira e a terceira, seis meses depois da segunda", afirma o ginecologista Amadeu Carvalho Júnior, da Amhpla Cooperativa de Assistência Médica. 

A Anvisa recomenda a vacinação em pessoas dos nove aos 26 anos - em especial para aquelas que ainda não iniciaram sua vida sexual, para garantir maior eficácia na proteção. Vale lembrar, no entanto, que a vacina não dispensa o uso de preservativos na relação. "O HPV possui mais de 100 tipos diferentes e a vacina protege apenas de alguns deles", explica o ginecologista Amadeu.  

Fonte: Minha Vida


Curiosidade!


Lee Gardner foi levado ao hospital vomitando sangue e com fortes dores no estômago. Depois de ser submetido a exames, os médicos descobriram que o homem tinha um garfo de plástico, praticamente inteiro, no estômago.
Segundo o site “Mail Online”, os médicos ficaram ainda mais intrigados quando Lee admitiu que ele esqueceu que havia engolido o garfo, há uma década. Na ocasião, os médicos afirmaram que o objeto seria digerido naturalmente pelo organismo.
- Eu não consegui acreditar. Eu nunca tive problemas de estômago, exceto há uns dois anos, quando eu senti algo se alojando quando eu me inclinei - contou Lee. - Eu realmente não pensei que pudesse ser o garfo.





Ainda de acordo com o “Mail Online”, Lee engoliu o garfo há dez anos por acidente. Os médicos do Hospital de Barnsley, na Inglaterra, usaram uma câmera para encontrar o objeto. Eles descobriram que os dentes do garfo estavam pressionando o estômago e tinham provocado uma úlcera.
- Nós sabemos que moedas e baterias são engolidas com certa frequência, mas nunca vi um garfo. Eu disse, brincando, que deveríamos entrar em contato com o Guinness Book - ironizou o cirurgião Hanis Shiwani, responsável pelo caso.
Lee passou por uma cirurgia de 45 minutos para retirar o objeto do estômago, e está se recuperando bem do procedimento.

O garfo estava no estômago de Lee




Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/bizarro/homem-retira-garfo-de-plastico-do-estomago-dez-anos-depois-de-ter-engolido-5815974.html#ixzz25Jcraao5




23 de ago. de 2012

Fique Atento!


Descoberto um novo elo entre o álcool e o câncer

Consumo de bebidas pode levar a dano no DNA, causando tumores. Proteção natural contra efeito inexiste no organismo de alguns asiáticos e norte-americanos.


Alguns asiáticos e norte-americanos não conseguem digerir corretamente o álcool no organismo e têm maior risco de desenvolverem tumores
Foto: Divulgação
Alguns asiáticos e norte-americanos não conseguem digerir corretamente o álcool no organismo e têm maior risco de desenvolverem tumores.

Quase 30 anos depois da descoberta da relação entre o consumo de álcool e certos tipos de câncer, cientistas relataram a primeira evidência em humanos de como a bebida pode se tornar cancerígena. Os resultados foram divulgados nesta quarta-feira durante o Encontro Nacional da Sociedade Americana de Química.
A autora do estudo, a Ph.D Silvia Balbo, explica que o corpo humano metaboliza as moléculas de álcool presente em cerveja, vinho ou destilados. Uma das substâncias provenientes deste metabolismo é o “acetaldeído”, que possui uma estrutura parecida com o “formaldeído”, composto cancerígeno. Com base nas pesquisas, foi possível constatar que o acetaldeído pode causar dano ao DNA, agindo como um agente que pode levar ao desenvolvimento do câncer.
— Nós agora temos a primeira evidência em humanos de que o acetaldeído formado a partir do consumo do álcool pode prejudicar dramaticamente o DNA. É o acetaldeído que se agarra DNA e interfere na sua atividade, aumentado o risco de câncer — disse Silvia.
De acordo com a pesquisadora, a maioria das pessoas tem um mecanismo de proteção natural altamente eficaz contra o efeito do álcool no DNA – a enzima “desidrogenase” converte o acetaldeído em acetato, que é uma substância inofensiva. Já o organismo de outros indivíduos, como 1,6 bilhão de asiáticos, não possuem esta enzima. Norte-americanos, alguns nativos do Alasca, também apresentam esta deficiência. Silva ressalta, entretanto, que a maior parte das pessoas não desenvolverá câncer apenas por beber socialmente.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/saude/descoberto-um-novo-elo-entre-alcool-o-cancer-5867676#ixzz24O4WOCkn 

13 de ago. de 2012

Úlcera Péptica


Úlcera péptica

 A úlcera péptica geralmente ocorre no estômago ou no duodeno e pode ser definida como uma erosão ou destruição focal das paredes destes órgãos. As lesões na mucosa geralmente ocorrem pela ação do “suco gástrico” (enzimas e ácidos que são produzidos pelo estômago para digestão dos alimentos).

Sintomas

Os principais sintomas da úlcera péptica são dor e queimação na região superior e central do abdome (epigástrica), agravadas pelo contato do ácido estomacal com as áreas afetadas, o que ocorre principalmente quando o estômago está vazio (ou seja, sem alimento no seu interior). Alguns pacientes referem melhora após a ingestão de alimentos ou antiácidos (especialmente nas úlceras duodenais), com retorno da dor ou desconforto após 2-4 horas.

Outros sintomas associados com a úlcera péptica são náuseas, vômitos, perda de apetite (anorexia) e emagrecimento (este último sintoma pode também estar relacionado ao câncer de estômago e precisa sempre ser avaliado com maior atenção).

Quais são as causas da úlcera péptica?

  • Abuso de álcool;
  • Abuso de café e alimentos fortes/ácidos;
  • Cigarro;
  • Estresse;
  • Uso de certas medicações como aspirina ou outros anti-inflamatórios;
  • Infecções (ex.: Helicobacter pylori).

Diagnóstico


  • O diagnóstico da úlcera péptica é feita, na maioria dos casos, através da endoscopia digestiva alta (EDA) ou, menos comumente, através de exames radiológicos contrastados do esôfago, estômago e duodeno (REED ou Seriografia);


  • Nos exames de EDA, é possível retirar pequenos fragmentos da mucosa (biópsia) para serem enviadas ao laboratório com o intuito de verificar a possível presença da bactéria H. pylori. Além disso, nos casos onde há suspeita de lesão maligna (câncer), a biópsia também servirá para fazer este diagnóstico.

Complicações

  • Hemorragia (geralmente identificada pela presença de sangue no vômito ou nas fezes);
  • Perfuração do estômago (caracterizada por início ou piora súbita e importante de dor abdominal, sendo geralmente um quadro grave e que requer atendimento médico imediato);
  • Obstrução do esôfago, estômago (menos comum) ou duodeno.

Tratamento

O tratamento deve ser direcionado para as causas e para as eventuais complicações, sempre com acompanhamento médico especializado.
TRATAMENTOS NATURAIS
• Para rápido alívio da dor, beba um copo grande de água. Ela dilui os ácidos estomacais e os esvazia.

• Evite todas as situações decorrentes da tensão, estresse, irritabilidade, tensão nervosa, raiva ou medo. Um completo descanso e relaxamento, deixando os problemas e preocupações de lado, são necessários.

• Não coma alimentos fritos, chá preto, produtos com cafeína, sal, chocolate, gorduras animais, condimentos fortes ou refrigerantes. Não beba leite de vaca. Não fume (se você fizer isso, não espere que a úlcera irá cicatrizar corretamente).

• Uma dieta rica em açúcar aumenta a produção de HCl. Pão branco também causa a produção de mais HCl.

• Nos anos anteriores, o tratamento recomendado incluía alimentação freqüente, ingestão de leite e uma dieta saborosa. Mas esta abordagem está descartada.

• Sabe-se agora que o cálcio do leite só estimula a produção de ácido ao invés de diminuí-lo, como foi ensinado durante anos. (o leite, inicialmente, neutralizar o HCl (ácido Clorídrico), mas o cálcio aciona a gastrina, que faz com que as paredes excretem mais HCl).

• Além disso, agora é sabido que beber leite e creme de leite pode levar a infartos do miocárdio (ataques cardíacos). O problema parece ser a gordura da manteiga na dieta.

• A batata é muito útil. Elas são suaves e têm uma reação alcalina.

• Vitamina U é a vitamina anti-ulcerosa, especificamente para úlceras pépticas. Couve crua e suco de alfafa têm muita vitamina U. A fervura destrói esse fator anti-úlcera, mas repolho murchos já contém menos vitamina U. Beba um suco de couve crua logo após fazê-lo.

• Coma abundância de vegetais folhosos da cor verde escura. Se os sintomas forem graves, coma alimentos leves (batata, abóbora, banana, inhame, etc) Ingira outros alimentos batendo-os num liquidificador e bebendo.

• Se você tem uma úlcera hemorrágica, adicione algumas sementes de psyllium na alimentação.

• Arroz branco e milharia bem cozidos são bons.

• Coma várias pequenas refeições.

• Não coma entre as refeições. Fazer isso retarda o esvaziamento do estômago e, assim, aumenta a quantidade de HCl no estômago.

• Mastigue devagar e alimente-se adequadamente.

• Também são úteis linhaça, camomila, alcaçuz, nepenta, bayberry, goldenseal, lúpulo, valeriana e mirra.

• Exercício neutraliza o stress. Mantenha um programa diário de exercícios ao ar livre.

• Certifique-se de evacuar diariamente, ou utilize enemas.

• Evite tomar antiácidos ou analgésicos, tais como a aspirina. Isso só aumenta o problema. O carbonato de cálcio dos antiácidos dobra a quantidade de produção de HCl. A aspirina pode fazer com que o estômago sangre.

• Evite utilizar medicamentos.

• Para a dor da úlcera péptica, aplique um saco de gelo no abdome um pouco acima do umbigo.
O suco da batata é um ótimo remédio caseiro para tratar a úlcera gástrica.
Escolha três batatas médias e descasque-as, a seguir forre um prato com um pano seco e limpo. Rale as batatas num ralador de cozinha comum e exprema com o pano a polpa da batata para dentro de um copo.
Outra forma de se obter o suco da batata é colocá-la num processador de alimentos.
O suco da batata deve ser tomado diariamente (3 xícaras ao dia) em jejum e ao londo do dia, ou sempre que a sensação dolorosa no estômago aparecer.
A úlcera gástrica é uma doença gastrointestinal que está relacionada à presença de uma bactéria chama Helicobater Pylori. Eliminá-la faz parte do tratamento, assim como a toma de anti-ácidos.
O suco da batata é um anti-ácido natural e não contém contraindicações.

Enfermeira/Professora: Ana Paula Moreira Campos

3 de ago. de 2012

Nutrição Enteral


Ostomia é uma abertura criada cirurgicamente de algum órgão (trato urinário ou digestivo) para o exterior, geralmente este termo é sufixo e o seu prefixo é do órgão que está com esta abertura. Por Exemplo: Traqueostomia (Abertura na Traqueia). Utiliza-se a ostomia como recurso quando órgão parcial ou totalmente não está funcionando ou não está sendo suficiente para o equilíbrio e perfeito desempenho de sua função.
Geralmente os clientes que necessitam dela são com câncer, doenças inflamatórias do intestino e desordem neurológica.
Se você tiver uma ostomia, peça para o seu enfermeiro ensinar-lhe como tomar conta dela. Ainda que pareça difícil no começo, sua habilidade para administrar uma ostomia melhorará com o tempo. Apenas não esqueça: aprender qualquer coisa nova exige tempo, prática e paciência.


Tipos de Sondagens Enterais



Sondagem Nasogástrica (SNG)

È a introdução de uma sonda, através do nariz até o estômago.
A.    Finalidades
·         Preparo do paciente para exames, tratamentos e cirurgias;
·         Lavagem Gástrica;
·         Drenagem de suco gástrico;
·         Administração de alimentos (gavagem) e medicamentos aos pacientes impossibilitados;

B.     Material
. Bandeja que contenha:
Sonda nasogástrica;
1 seringa de 20ml;
Lubrificante hidrossolúvel;
Gazes;
Esparadrapos;
Luvas de procedimentos;
Impermeável forrado;
Cuba-rim;

C.     Materiais para os testes
·         Estestóscopio;
·         Copo com água;

D.    Métodos

·         Higienizar as mãos;
·         Calçar luvas de procedimento;
·         Reunir o material e levá-lo próximo ao paciente;
·         Explicar o procedimento e a sua finalidade;
·         Colocar o paciente em decúbito elevado (sentado ou posição de Fowler);
·          Colocar impermeável forrado sobre o tórax;
·         Calçar luvas;
·         Medir a distancia da sonda, do lóbulo da orelha á base do nariz e até o processo xifoide, marcar essa distancia com esparadrapo;
·         Lubrificar mais ou menos 18cm da ponta da sonda;
·         Pedir ao paciente que mantenha o pescoço em ligeira flexão, inspire profundamente durante a introdução da sonda na narina e degluta durante a passagem da sonda pelo esôfago;
·         Introduzir a sonda lentamente até a altura delimitada com esparadrapo;
·         Verificar a localização da sonda, realizando os testes explicados a seguir;
·         Fechar a sonda;
·         Retirar luvas;
·         Higienizar as mãos;
·         Anotar no prontuário;

E.     Testes para verificar se a sonda está no estômago
·        Adaptar a seringa á sonda e aspirar: se estiver no estomago, sairá suco gástrico;
·        Colocar a extremidade da sonda em um copo com água. Se a água borbulhar, a sonda deverá ser retirada, pois estará na traqueia (é preciso cautela para realizar esse procedimento);
·      Colocar um estetoscópio sobre o abdome do paciente e injetar rapidamente 20ml de ar. Se ouvir um ruído borbulhante, a sonda estará no estomago. Estando a sonda posicionada corretamente, fechá-la e fazer relatório no prontuário.

F.      Observações
·         Em caso de alguma obstrução á introdução da sonda, retirá-la e tentar a outra narina;
·     Durante o procedimento, se o paciente apresentar sinais como dispneia, tosse, cianose e agitação, retirar a sonda imediatamente;
·         Evitar que a fixação da sonda prejudique a visão do paciente;
·         Fechar a sonda e retirá-la.


Sondagem Nasoenteral (SNE)

È a introdução de uma sonda através da nasofaringe até duodeno.
A sonda é identificada pela localização distal de sua extremidade, a qual geralmente apresenta um peso, o qual é deslocado pelos movimentos peristálticos para que a sonda chegue até duodeno.

A.    Finalidades
·         Tem como função apenas a alimentação do paciente, sendo de escolha no caso de pacientes que receberam alimentação via sonda por tempo indeterminado e prolongado.

B.     Material
·         Bandeja que contenha:
Sonda nasoentérica;
1 seringa de 20ml;
Lubrificante hidrossolúvel;
Gazes;
Esparadrapos;
Luvas de procedimentos;
Impermeável forrado;
Cuba-rim;

C.     Materiais para os testes
·         Estestóscopio;
·         Copo com água;
·         RX;

D.    Métodos
·         Higienizar as mãos;
·         Calçar luvas de procedimento;
·         Reunir o material e levá-lo próximo ao paciente;
·         Explicar o procedimento e a sua finalidade;
·         Colocar o paciente em decúbito elevado (sentado ou posição de Fowler);
·          Colocar impermeável forrado sobre o tórax;
·         Calçar luvas;
·         Medir a distancia da sonda, do lóbulo da orelha á base do nariz e até o processo xifoide acrescentar mais 10cm marcar essa distancia com esparadrapo;
·         Lubrificar mais ou menos 18cm da ponta da sonda;
·         Pedir ao paciente que mantenha o pescoço em ligeira flexão, inspire profundamente durante a   introdução da sonda na narina e degluta durante a passagem da sonda pelo esôfago;
·         Introduzir a sonda lentamente até a altura delimitada com esparadrapo;
·         Verificar a localização da sonda, realizando os testes explicados a seguir;
·         Fechar a sonda;
·         Retirar luvas;
·         Higienizar as mãos;
·         Anotar no prontuário;

E.     Testes para verificar se a sonda está no intestino delgado
·         Colocar a extremidade da sonda em um copo com água. Se a água borbulhar, a sonda deverá ser retirada, pois estará na traqueia (é preciso cautela para realizar esse procedimento);
·         Colocar um estetoscópio sobre o abdome do paciente e injetar rapidamente 20ml de ar. Se ouvir um ruído borbulhante, a sonda estará no estomago. Estando a sonda posicionada corretamente, fechá-la e fazer relatório no prontuário.
·         È obrigatório à realização de radiografia para confirmar a posição da sonda, antes da alimentação;
·         A passagem transpilórica da ponta com pesos é espontânea e muitas vezes ocorre dentro de 24 horas ou 48 horas.

F.      Observações
·         Em caso de alguma obstrução á introdução da sonda, retirá-la e tentar a outra narina;
·         Durante o procedimento, se o paciente apresentar sinais como dispneia, tosse, cianose e agitação, retirar a sonda imediatamente;
·         Evitar que a fixação da sonda prejudique a visão do paciente;
·         Fechar a sonda e retirá-la.

 Gastrostomia
Gastrostomia é uma abertura feita cirurgicamente no estômago para o meio externo, com finalidade de facilitar a alimentação enteral para o cliente e administração de líquidos, quando a mesma está impossibilitada por via oral. Indicado quando esta via alternativa necessita ser mantida por mais de um mês.
Segundo Tamussino (2008) são descritas duas maneiras para realizar-se a nutrição do paciente: uma delas é o de alimento diluído onde o cliente receberá rapidamente uma grande quantidade de alimento, com a duração de aproximadamente de trinta minutos. A outra será através de gravidade contínua, onde o cliente receberá quantidades menores que serão administradas por meio de um fluxo constante, em média de oito a vinte e quatro horas.
No entanto, fique atento a possíveis complicações:
  Peritonite (inflamação do peritônio);
  Hemorragia;
  Aspiração;
  Infecção da Ostomia;
  Fístula Gastrocólica.
Cuidados com Sonda da Gastrostomia, que servem também para Jejunostomia:
A sonda é presa à parede do abdômen, mas é útil fixá-la com fita adesiva hipoalergênica ou esparadrapo para evitar trações e deslocamentos acidentais. Seguir as orientações do enfermeiro quanto ao curativo. Em caso de deslocamento, vazamento ao redor da sonda, dor no momento da administração da dieta, interromper a infusão e procurar o seu médico ou equipe que o acompanha.
Os cuidados para evitar a obstrução são os mesmos que para a sonda nasoenteral:  Por ser muito fina, a sonda pode entupir-se facilmente, impossibilitando a administração da dieta enteral. Para evitar este problema:

·          Injetar, com uma seringa, 40 ml de água filtrada na sonda, antes e após a administração da dieta ou de medicamento;
·         Observar os cuidados com a administração de medicamentos: Se o médico prescreveu medicamentos a serem administrados pela sonda, proceder da seguinte maneira:
ü  Medicamentos líquidos: aspirar ao volume prescrito com a seringa e injetar pela sonda;
ü  Comprimidos e drágeas: amassar e dissolver em água, misturando bem; aspirar com a seringa e injetar pela sonda.
Administrar os medicamentos um a um. Injetar água após cada medicação, para evitar que se misturem na sonda, podendo entupir a mesma.
·         Em caso de obstrução, injetar lentamente 20 ml de água filtrada. Atenção: a sonda pode se romper caso a pressão para injetar a água for muito forte.

Jejunostomia
A jejunostomia é uma operação que consiste em criar uma abertura no jejuno para alimentar o paciente com retração do estômago. Através da jejunostomia, se pratica uma abertura artificial, através da parede abdominal, no jejuno.
Indicações:
Via de acesso à nutrição enteral, nas situações de impedimento da utilização das porções altas do tubo digestivo, como nos processos estenosantes do esôfago e do estômago, interrupção alimentar temporária do esôfago após operações extensas sobre os mesmos, após a correção cirúrgica de traumatismos que envolvem o confluente biliopancreático-duodenal, recuperação de fístulas de portadores de deiscências em anastomoses gastrintestinais. Tumores gástricos inextirpáveis, carcinoma de esôfago, proteção de suturas gastrintestinais, pancreatite aguda necro-hemorrágica. 
A opção pela gastrostomia ou pela jejunostomia para a nutrição enteral depende da doença e do planejamento operatório.

Complicações:
Decorrem mais frequentemente da retirada inadvertida da sonda. Manobras intempestivas para a sua reintrodução podem levar à perfuração da alça intestinal. Estas complicações podem ser evitadas fixando-se adequadamente a sonda à pele. A suboclusão e oclusão resultam do uso incorreto da sonda ou do seu excessivo sepultamento.
Outras complicações:
Deiscência; fístula; estenose e hemorragia;
Diarreia;
Dumping (síndrome do esvaziamento gástrico rápido);
Dor abdominal.
O suporte nutricional adequado pela jejunostomia demanda uma estrutura para o manuseio das dietas, uma vez que esta via de alimentação apresenta particularidades em função da exclusão dos mecanismos da digestão existentes na via orogástrica e duodenal. Deve-se observar sempre a região periostomal, como presença de sinais flogisticos entre outras anormalidades.




 

 Enfermeira/Professora: Ana Paula Moreira Campos