19 de abr de 2018

Doença de Mão, Pé e Boca

Síndrome Mão, Pé e Boca
Também Chamada de: HFMD



A síndrome mão-pé-boca é transmitida pelo enterovírus 71, também chamado de vírus cosxackie, da família das enteroviroses. A síndrome leva esse nome, pois a sua característica é a presença de feridas avermelhadas na planta dos pés, mãos e interior da garganta.


Causas

O enterovírus 71 espalha-se facilmente por meio de tosse, espirros e saliva, mas também pode ser transmitido pelo contato com fezes infectadas.

Fatores de risco

A síndrome mão-pé-boca afeta principalmente crianças, mas também pode atingir adultos que entram em contato com a mucosa ou fraldas de uma criança infectada. Sua incidência pode aumentar até 20% no outono e no inverno, por conta da imunidade ficar mais baixa no período.

Sintomas de Síndrome mão-pé-boca

Os primeiros sintomas da síndrome mão-pé-boca são febre de 38 a 39 graus e dores de garganta. Após dois dias, aparecem lesões (feridas avermelhadas) na região dos pés, mãos e interior da garganta, que podem ou não se espalhar para as coxas e nádegas. Em alguns casos a criança não apresenta sintomas aparentes.
Se o quadro for mais grave, as lesões podem se transformar em pústulas ou bolhas, que estouram depois de seis dias. Por conta das lesões no fundo da garganta, o paciente também sente dificuldade de engolir líquidos ou alimentos.

Diagnóstico de Síndrome mão-pé-boca

Na maioria dos casos, apenas uma análise das feridas já é suficiente para que a síndrome mão-pé-boca seja identificada. Se houver dúvidas, o médico poderá pedir um exame de sangue sorológico. O enterovírus 71 também pode ser identificado por um exame de fezes.

Tratamento de Síndrome mão-pé-boca

A síndrome mão-pé-boca é tratada com medicamentos anti-inflamatórios ou, se o quadro for grave, medicamentos antivirais. É importante oferecer ao paciente muito líquido, de preferência em temperatura baixa, e evitar a ingestão de alimentos muito quentes, ácidos ou condimentados – que podem acentuar as dores na garganta.
Em geral, a síndrome mão-pé-boca desaparece sozinha dentro de cinco e sete dias. Após a melhora dos sintomas, o paciente adquire imunidade ao enterovírus 71, não sendo contaminado novamente.

Complicações possíveis

Por conta da dificuldade de engolir, a criança pode ficar muito tempo ingerindo poucas quantidades de líquidos, podendo sofrer uma desidratação. Nesse caso, há a necessidade de internação para que o paciente receba soro fisiológico.

Fonte: saude.com



Escala de Morse

Escala de Morse


Escala de Queda Morse (Morse Fall Scale), foi publicada por Morse em 1989 e é composta por seis critérios para a avaliação do risco de quedas: History of Falling, Secondary Diagnosis, Ambulatory Aid, Intravenosys Theraphy/Heparin lock, Gait end Mental Status. Cada critério avaliado recebe uma pontuação que varia de zero a 30 pontos, totalizando um escore de risco, cuja classificação é a seguinte: 
  • risco baixo: de 0 – 24; 
  • risco médio: de 25 – 44 
  • risco alto: ≥45

Esta classificação foi testada por outros pesquisadores, que recomendaram outros estudos de avaliação da MFS, em função de que fatores não contemplados por esta escala possam estar intervindo na determinação do risco para quedas. Sugeriram também que se considere a realidade local para determinar o melhor ponto de corte relacionado ao risco de queda.
Esta escala, ainda não foi validada para língua portuguesa, apesar de algumas unidades hospitalares já praticarem esta escala devido a sua simplicidade e eficácia.
Morse Fall Scale
1. Histórico de quedas
NÃO - 0 pontos
SIM - 25 pontos
  • NÃO: Se o paciente não tem história de quedas nos últimos três meses.
  • SIM: Se o paciente caiu durante o período da internação hospitalar ou se tem histórico recente (até três meses) de quedas por causas fisiológicas, tais como convulsões ou marcha comprometida antes da admissão hospitalar.
2. Diagnóstico Secundário
NÃO - 0 pontos
SIM - 15 pontos
  • NÃO: Se no prontuário do paciente apresentar apenas um diagnóstico médico.
  • SIM: Se no prontuário do paciente apresentar mais de um diagnóstico médico.
3. Auxílio na Deambulação
Nenhum/Acamado/Auxiliado por Profissional da Saúde - 0 pontos
Muletas/Bengala/Andador - 15 pontos
Mobiliário/Parede - 30 pontos
  • Nenhum/Acamado/Auxiliado por Profissional da Saúde: Se o paciente deambulasem equipamento auxiliar (muleta, bengala ou andador) // Se deambula com a ajuda de um membro da equipe de saúde // Se usa cadeira de rodas ou seestá acamado e não sai da cama sozinho.
  • Muletas/Bengala/Andador: Se o paciente utiliza muletas, bengala ou andador.
  • Mobiliário/Parede: Se o paciente se movimenta apoiando-se no mobiliário/paredes.
4. Terapia Endovenosa/dispositivo endovenoso salinizado ou heparinizado
NÃO - 0 pontos
SIM - 20 pontos
  • NÃO: Se o paciente não usa dispositivo endovenoso. Nota: quando o paciente usa dispositivo totalmente implantado, considera-se pontuação zero, quando não estiver em uso.
  • SIM: Se o paciente usa dispositivo endovenoso com infusão contínua ou não (salinizado ou heparinizado).
5. Marcha
Normal/Sem deambulação, Acamado, Cadeira de Rodas - 0 pontos
Fraca - 10 pontos
Comprometida/Cambaleante - 20 pontos
  • Normal/Sem deambulação, Acamado, Cadeira de Rodas: Uma marcha normal é caracterizada pelo andar de cabeça ereta, braços balançando livremente ao lado do corpo e passos largos, sem hesitação. Também recebe a mesma pontuação se o paciente está acamado e/ou usa cadeira de rodas (sem deambulação).
  • Fraca: Os passos são curtos e podem ser vacilantes. Quando a marcha é fraca, embora o paciente incline-se para frente enquanto caminha, é capaz de levantar a cabeça sem perder o equilíbrio. Além disso, caso ele faça uso de algum mobiliário como apoio, este apoio se dá de maneira leve somente para se sentir seguro, não para se manter ereto.
  • Comprometida/Cambaleante: O paciente dá passos curtos e vacilantes e pode ter dificuldade de levantar da cadeira, necessidade de se apoiar nos braços da cadeira para levantar e/ou impulsionar o corpo (faz várias tentativas para se levantar impulsionando o corpo). Com esse tipo de marcha, a cabeça do paciente fica abaixada e ele olha para o chão. Devido à falta de equilíbrio, o paciente agarra-se ao mobiliário, a uma pessoa ou utiliza algum equipamento de auxilio à marcha (muletas, bengalas, andadores) para se segurar e não consegue caminhar sem essa ajuda. Quando ajuda estes pacientes a caminhar, o membro da equipe de saúde nota que o paciente realmente se apoia nele e que, quando o paciente se apóia em um corrimão ou mobília, ele o faz com força até que as articulações de seus dedos das mãos fiquem brancas.
6. Estado Mental
Orientado/capaz quanto a sua capacidade/limitação - 0 pontos
Superestima capacidade/Esquece limitações - 15 pontos
  • Orientado/capaz quanto a sua capacidade/limitação: Ao perguntar ao paciente “Você é capaz de ir ao banheiro sozinho ou precisa de ajuda?” verifique se a resposta é consistente com as informações constantes no prontuário e/ou com sua avaliação. Em caso positivo, o paciente é classificado como capaz.
  • Superestima capacidade/Esquece limitações: Ao perguntar ao paciente “Você é capaz de ir ao banheiro sozinho ou precisa de ajuda?” verifique se a respostanão é consistente com as informações do prontuário e/ou com sua avaliação ou se a avaliação do paciente é irreal. Se isto acontecer, este paciente está superestimando suas habilidades e esquecendo suas limitações.


Fonte: Urbanetto JS, Creutzberg M, Franz F, Ojeda BS, Gustavo AS, Bittencourt HR, Steinmetz QL, Farina VA. Morse Fall Scale: tradução e adaptação transcultural para a língua portuguesa. Rev Esc Enferm USP. 2013; 47(3):569-75.

8 de mar de 2017


Febre Amarela é uma doença infecciosa grave, causada por vírus e transmitida por mosquitos, tanto em áreas urbanas e silvestres. Em áreas florestais, os principais vetores são os mosquitos Haemagogus e Sabethes. Para o enfrentamento da doença, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece gratuitamente a vacina por meio do Calendário Nacional de Vacinação nas Unidades Básicas de Saúde (também conhecida como Posto de Saúde), principalmente para as pessoas que moram ou vão viajar em área rural, silvestre ou de mata.

Em 2017, até o momento (07/03), foram notificados 1.076 casos de Febre Amarela, sendo que desses 57 foram descartados e 272 são casos confirmados.

Foram considerados casos confirmados aqueles que apresentaram:
  • Exame laboratorial detectável para Febre Amarela;
  • Exame laboratorial não detectável para dengue;
  • Histórico vacinal (não vacinado/vacinação ignorada);
  • Sinais e sintomas compatíveis com a definição de caso;
  • Exames complementares que caracterizam disfunção renal/hepática.
Em relação aos óbitos, há 184 óbitos suspeitos. Desses, 101 foram confirmados.
Definição da Doença - Febre Amarela:
È uma doença infecciosa febril aguda, não contagiosa, causada pelo vírus da febre amarela, um arbovírus protótipo do gênero Flavivirus, da família Flaviviridae, transmitido por artrópodes, e que possui dois ciclos epidemiológicos de transmissão distintos: silvestre e urbano. A letalidade varia de 5 a 10% nos casos oligossintomáticos, podendo chegar a 50% nos casos graves (aqueles que evoluem com icterícia e hemorragias).
 Transmissão – Forma Silvestre e Forma Urbana da Febre Amarela
Há dois ciclos distintos da febre amarela. No ciclo silvestre da febre amarela, os primatas não humanos (macacos) são os principais hospedeiros e amplificadores do vírus, não são transmissores. Os vetores/transmissores são mosquitos com hábitos estritamente silvestres, sendo os gêneros Haemagogus  e Sabethes os mais importantes no nosso meio. O homem participa como um hospedeiro acidental ao adentrar em matas, sem estar devidamente imunizado. No ciclo urbano, o homem é o único hospedeiro com importância epidemiológica e a transmissão ocorre a partir de vetores urbanos (Aedes aegypti) infectados. Não há transmissão de pessoa a pessoa. Pode ocorrer transmissão vertical.
Período de incubação e transmissibilidade
O período de incubação varia de 3 a 6 dias após a picada do mosquito infectado, embora se considere que possa se estender até 15 dias. A viremia humana dura, no máximo, 7 dias, podendo se estender entre 24 a 48 horas antes do aparecimento dos sintomas até 3 a 5 dias após o início da doença, período em que o homem pode infectar os mosquitos transmissores. A fêmea do mosquito é capaz de transmitir o vírus amarílico pelo período de 6 a 8 semanas.
Os sintomas da febre amarela surgem cerca de 3 a 6 dias após a picada de um mosquito Haemagogus Sabethes infectado com o vírus, sendo esta chamada de fase aguda da doença. 
Depois da fase aguda, os sintomas podem desaparecer por 1 ou 2 dias, porém rapidamente surgem outros sintomas, mais graves, que podem levar à morte, dando origem à fase tóxica da febre amarela.
Assim, os primeiros sintomas, que caracterizam a fase aguda incluem:

  • Febre alta;
  • Mal-estar geral;
  • Dor em todo o corpo e dor muscular, principalmente nas costas e joelhos;
  • Sensibilidade à luz;
  • Náuseas e vômitos;
  • Perda de apetite;
  • Tonturas.
  • Icterícia, caracterizada pela pele e olhos amarelos;
  • Dor abdominal;
  • Vômitos com sangue;
  • Sangramentos pelo nariz, boca e olhos;
  • Doença dos rins e do fígado;
  • Problemas cardíacos;
  • Convulsões.

Já os sintomas da fase tóxica são:
A febre amarela não se transmite entre pessoas, sendo transmitida apenas pela picada do mosquito e, por isso, a única medida de prevenção para a febre amarela é através da vacinação. 
Contraindicações
  • Crianças com menos de 6 meses de idade;
  • Indivíduos com histórico de reação anafilática a substâncias presentes na vacina (ovo de galinha e seus derivados, gelatina e outros produtos que contêm proteína animal bovina);
  • Pacientes com histórico de doenças do timo (miastenia grave, timona, casos de ausência de timo ou remoção cirúrgica), também devem buscar orientação de um profissional de saúde
  • Pacientes com imunossupressão de qualquer natureza:
Pacientes infectados pelo HIV com imunossupressão grave;
Pacientes em tratamento com drogas imunossupressoras (corticosteroides, quimioterapia, radioterapia, imunomoduladores);
Pacientes submetidos a transplante de órgãos;
Pacientes com imunodeficiência primária;
Pacientes com neoplasias.

Obs.: Gestantes deverão ser avaliadas de acordo com o risco de contrair a doença, dependendo da área em que moram ou para a qual irá viajar.



O tratamento para febre amarela
Deve ser orientado por um clínico geral e, normalmente, consiste apenas em aliviar os sintomas da doença, como febre, dor de cabeça, náuseas e vômitos. Assim, é recomendado ficar em casa, de repouso, evitando ir a escola ou ao trabalho e investir na ingestão de 2 litros de água ou de água de coco por dia para evitar a desidratação provocada pelos vômitos. 

Casos de Febre Amarela em determinadas localidades – como acontece atualmente em parte da região Leste do Estado – são, geralmente acompanhados de relatos de violências contra macacos. Pelo fato de o ciclo de transmissão da febre amarela silvestre envolver os primatas como hospedeiros da doença, as pessoas acreditam, erroneamente, que sacrificar os animais pode ajudar a evitar a doença em humanos.
O que as pessoas não sabem ou se esquecem é que os macacos, além de também serem vítimas da doença, prestam um importante auxílio no controle da Febre Amarela. Isso porque os primatas fazem o que chamamos de papel de sentinela, ou seja, a detecção dos primeiros primatas mortos é um indicador de que podem estar ocorrendo casos de febre amarela naquela região, o que possibilita o rápido início de ações preventivas e de vacinação antes que a doença se espalhe. Ou seja, no que se refere à febre amarela, os macacos na verdade ajudam a evitar epidemias, casos urbanos e mais mortes de pessoas.
Além disso, os mosquitos responsáveis pela transmissão da febre amarela silvestre, o Haemagogus e o Sabethes, só se contaminam com o vírus da doença quando picam os macacos durante a infecção viral, que dura apenas três ou cinco dias; depois os macacos morrem ou se tornam imunes. Sendo assim, as agressões atingem quase sempre animais sadios que não tiveram contato com o vírus ou que já estão imunizados. Por isso, fique ligado e ajude a compartilhar informações corretas: a forma apropriada de evitar a doença é a vacinação para quem mora ou vai viajar para matas em áreas endêmica.

Enfermeira/Professora: Ana Paula Moreira campos 
Fonte: Saúde MG - Governo de Minas Gerais
Fotos: Google



4 de jan de 2017

Translactação

A translactação é uma técnica que consiste em colocar o bebê ao peito para mamar o leite da própria mãe retirado previamente através de uma sonda que é coloca próxima do mamilo. Esta técnica é muito utilizada em casos de bebês prematuros, que não possuem força suficiente para sugar o leite materno ou que precisaram ficar em encubadoras no hospital e serve para estimular a produção de leite materno.

A translactação e a relactação são técnicas semelhantes, porém, a diferença é que a translactação usa somente o leite materno e a relactação usa leite artificial.

Como fazer a translactação

​A translactação pode ser feita de forma caseira com a ajuda de mamadeira, copinho ou seringa ou através de um kit de translactação que se compra em algumas farmácias e lojas de produtos para bebês.
Translactação caseira

  • Comprar uma sonda nasogástrica pediátrica número 4 ou 5, de acordo com a indicação do pediatra, em farmácias ou drogarias;
  • Tirar o leite manualmente ou com a ajuda de aparelhos manuais ou elétricos que podem ser comprados;
  • Colocar o leite materno na mamadeira, no copinho ou na seringa;
  • Colocar uma ponta da sonda no recipiente escolhido e a outra ponta da sonda perto do mamilo, presa com fita crepe;
  • Colocar o bebê ao peito para mamar através da sonda.
Translactação com kit

  • Tirar o leite manualmente ou com a ajuda de aparelhos manuais ou elétricos que podem ser comprados;
  • Colocar o leite materno no recipiente e, se necessário, fixar a sonda do kit no seio.
Qualquer que seja o método de translactação escolhido, a mãe deve ter alguns cuidados como colocar o recipiente com o leite mais alto do que a mama para o leite fluir melhor, ferver o material 15 minutos antes todas as vezes que o for usar, lavar o material com água e sabão após cada uso e trocar a sonda após 2 a 3 semanas de uso.
Além disso, a mãe pode retirar o leite e conservá-lo para dar ao bebê mais tarde, porém, deve estar atenta ao local e o tempo de conservação do leite. 
Os bebês não costumam apresentar resistência ao uso desta técnica e após algumas semanas é possível fazê-lo mamar no peito, sendo, por isso, muito importante não dar a mamadeira ao bebê durante este processo.
Fonte: Tua Saúde

19 de nov de 2016

Doação de Leite Humano

Quem pode ser doadora de leite humano?

Algumas mulheres quando estão amamentando produzem um volume de leite além da necessidade do bebê, o que possibilita que sejam doadoras de um Banco de Leite Humano.
De acordo com a legislação que regulamenta o funcionamento dos Bancos de Leite no Brasil (RDC Nº 171) a doadora, além de  apresentar excesso de leite, deve ser saudável, não usar medicamentos que impeçam a doação e se dispor a ordenhar e a doar o excedente.

Como doar?
Se você quer doar seu leite entre em contato com um Banco de Leite Humano.

Como preparar o frasco para coletar o leite humano?

- Escolha um frasco de vidro com tampa plástica, pode ser de café solúvel ou maionese;
- Retire o rótulo e o papelão que fica sob a tampa e lave com água e sabão, enxaguando bem;
- Em seguida coloque em uma panela o vidro e a tampa e cubra com água, deixando ferver por 15 minutos (conte o tempo a partir do início da fervura);
- Escorra a água da panela e coloque o frasco e a tampa para secar de boca para baixo em um pano limpo;
- Deixe escorrer a água do frasco e da tampa. Não enxugue;
- Você  poderá usar quando estiver seco.


Como se preparar para retirar o leite humano (ordenhar)?

O leite deve ser retirado depois que o bebê mamar ou quando as mamas estiverem muito cheias.
Ao retirar o leite é importante que você siga algumas recomendações que fazem parte da garantia de qualidade do leite humano distribuído aos bebês hospitalizados:

1- Escolha um lugar limpo, tranquilo e longe de animais;
2- Prenda e cubra os cabelos com uma touca ou lenço;
3- Evite conversar durante a retirada do leite ou utilize uma máscara ou fralda cobrindo o nariz e a boca;
4- Lave as mãos e antebraços com água e sabão e seque em uma toalha limpa.

Como retirar o leite humano (ordenhar)?Comece fazendo massagem suave e circular nas mamas.
Massageie as mamas com as polpas dos dedos   começando na aréola (parte escura da mama) e, de forma circular,  abrangendo toda mama.

É ideal que o leite seja retirado de forma manual:

- Primeiro coloque os dedos polegar e indicador no local onde começa a aréola (parte escura da mama);

- Firme os dedos e empurre para trás em direção ao corpo;
- Comprima suavemente um dedo contra o outro, repetindo esse movimento várias vezes até o leite começar a sair;
- Despreze os primeiros jatos ou gotas e inicie a coleta no frasco.

Se você estiver com dificuldade de retirar seu leite, procure apoio no Banco de Leite Humano mais próximo de você. 

Como guardar o leite retirado para doação?

O frasco com o leite retirado deve ser armazenado no congelador ou freezer.
Na próxima vez que for retirar o leite, utilize outro recipiente esterilizado e ao terminar acrescente este leite no frasco que está no freezer ou congelador.

O leite pode ficar armazenado congelado por até 15 dias.


O leite humano doado, após passar por processo que envolve seleção, classificação e pasteurização, é distribuído com qualidade certificada aos bebês   internados em unidades neonatais.

Os Bancos de Leite Humano tem entre seus objetivos a promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno. Neste sentido, desenvolvem trabalho para auxiliar as mulheres-mães no período da amamentação, tendo profissionais qualificados para também orientar sobre a saúde da criança. 




Fonte: Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano

24 de out de 2016

HIPERTENSÃO NA GRAVIDEZ – HIPERTENSÃO GESTACIONAL - AUTOR: DR. PEDRO PINHEIRO

A hipertensão é o problema de saúde mais comum nas grávidas, estando presente em cerca de 10 a 15% das gestantes. Uma grávida pode ter hipertensão na gravidez seja porque já era hipertensa antes de engravidar ou porque desenvolveu hipertensão arterial durante a sua gestação.

Quando o quadro de hipertensão surge somente após a 20 semana de gestação em uma mulher que não era previamente hipertensa, nós classificamo-la como hipertensão gestacional. Uma vez que ela surja, a hipertensão gestacional costumam permanecer pelo resto da gravidez, mas tende a desaparecer dentro das 12 primeiras semanas após o parto.

TIPOS DE HIPERTENSÃO NA GRAVIDEZ

A grávida pode ser acometida por 4 formas diferentes de hipertensão durante a gravidez, a saber:
1- Hipertensão crônica preexistente – indivíduos com valores da pressão arterial frequentemente acima de 140/90 mmHg são considerados hipertensos. Na gravidez, é considerada hipertensão preexistente toda hipertensão que já existia antes da mulher ficar grávida. Como era esperado, mulheres que são hipertensas antes da gravidez, continuarão sendo hipertensas durante toda a gestação.
A hipertensão também é considerada preexistente se ela for identificada antes da 20 semana de gestação. Quando a mulher descobre que está hipertensa antes da 20 semana é porque ela já era hipertensa antes da gravidez e simplesmente não sabia.
2 – Pré-eclâmpsia – é o surgimento de hipertensão após a 20 semana de gravidez associado à perda de proteínas na urina, situação que é chamada de proteinúria. Uma hipertensão que surge após a 20 semana de gestação e está associada a problema renais, do fígado, do sistema nervoso central ou queda no número de plaquetas também pode ser pré-eclâmpsia.
3- Pré-eclâmpsia superposta à hipertensão crônica – é a pré-eclâmpsia que ocorre em mulheres previamente hipertensas.
4- Hipertensão gestacional – é considerado hipertensão gestacional aquela hipertensão que surge somente depois da 20 semana de gestação e que não apresenta perdas de proteínas na urina, nem qualquer outra manifestação sugestiva de pré-eclâmpsia.

O QUE É HIPERTENSÃO GESTACIONAL


Conforme acabamos de explicar, hipertensão gestacional é uma forma de hipertensão arterial que surge após a 20 semana de gravidez em mulheres previamente sadias e que não apresenta nenhum sinal de pré-eclâmpsia.
Apesar desta forma de hipertensão poder aparecer a partir da 20 semana de gestação, a grande maioria dos casos só surge bem no finalzinho da gravidez, já no terceiro trimestre.
A hipertensão gestacional é uma hipertensão exclusiva da gravidez, desaparecendo, na maioria dos casos, espontaneamente em até 1 ou 2 semanas após o parto. Se até 12 semanas após o parto a hipertensão não desaparecer, a paciente passa a ser considerada como portadora de hipertensão arterial crônica. A não resolução espontânea da hipertensão ocorre em cerca de 15% dos casos.
A hipertensão gestacional é um fator de risco para o desenvolvimento futuro de hipertensão arterial. Mesmo as mulheres que apresentaram normalização da pressão arterial após o parto acabam, a longo prazo, tendo 4 vezes mais riscos de desenvolverem hipertensão arterial crônica.
Cerca de 10 a 15% das gestantes acabam desenvolvendo hipertensão gestacional. Algumas características clínicas aumentam o risco do desenvolvimento da hipertensão durante a gravidez. São elas:

  • Primeira gravidez.
  • Gestantes com sobrepeso.
  • Gestantes de etnia negra.
  • Gestantes com mais de 35 anos.
  • História familiar ou pessoal de pré-eclâmpsia.
  • Gravidez gemelar.
  • Gravidez durante a adolescência.
A hipertensão gestacional é um problema bem menos grave que a pré-eclâmpsia, mas ainda assim ela pode trazer malefícios à grávida e ao bebê. Gestantes hipertensas apresentam maior risco de alterações no fluxo de sangue na placenta, restrição do crescimento fetal, descolamento prematuro da placenta e parto prematuro. As complicações são mais comuns nas mulheres que apresentam hipertensão gestacional grave, caracterizada por níveis de pressão arterial persistentemente acima de 160/110 mmHg.

RISCO DE PRÉ-ECLÂMPSIA


Entre as gestantes que inicialmente se apresentam com critérios para hipertensão gestacional, cerca de 1/3 acaba por evoluir para ter critérios de pré-eclâmpsia, que é uma forma de hipertensão muito mais grave. Portanto, toda gestante com hipertensão gestacional deve ser cuidadosamente observada durante a gravidez, com pesquisas frequentes de proteinúria através do exame de urina.
Não sabemos ainda se a hipertensão gestacional e a pré-eclâmpsia são duas doenças distintas ou apenas espectros clínicos diferentes de uma mesma doença.
Algumas características clínicas no momento da apresentação de hipertensão gestacional predizem um aumento do risco de progressão para a pré-eclâmpsia. São elas:
  • Aparecimento da hipertensão antes da 34 semana de gestação.
  • Hipertensão arterial grave.
  • Alterações no fluxo da artéria uterina detectáveis através do ultrassom com doppler.
  • Níveis de ácido úrico elevados.

TRATAMENTO DA HIPERTENSÃO NA GRAVIDEZ


Muitos dos medicamentos utilizados habitualmente no tratamento da hipertensão são contraindicados na gravidez, o que torna o controle da pressão arterial na gestação uma tarefa mais complicada. Além disso, a margem de segurança é menor, já que uma redução além do desejada da pressão arterial pode provocar grave redução do fluxo sanguíneo para a placenta, trazendo malefícios para o feto. Portanto, exceto nos casos graves, os obstetras costumam optar por não tratar com remédios a hipertensão arterial durante a gravidez.
O tratamento da grávida hipertensa depende do grau de hipertensão arterial.
a) pressão arterial menor que 160/110 mmHg – hipertensão gestacional não-grave.
A maioria das mulheres com hipertensão gestacional que apresenta níveis de pressão arterial abaixo de 160 mmHg/110 mmHg pode ser acompanhada com consultas semanais ou bissemanais para medir a pressão arterial e a excreção de proteínas na urina. A gestante também deve ser orientada a aferir sua pressão arterial diariamente em casa.
O objetivo das consultas tão frequentes é identificar precocemente qualquer sinal de progressão para pré-eclâmpsia. As pacientes devem estar esclarecidas sobre os sinais e sintomas de gravidade, tais como dor de cabeça, alterações visuais, dor abdominal, diminuição dos movimentos fetais ou sangramento vaginal.
Na hipertensão gestacional não-grave, a grávida não precisa ficar de repouso na cama, mas é indicado uma redução nas atividades do dia-a-dia. Exercício físico deve ser evitado e se o trabalho profissional for muito estressante ou extenuante, o ideal é se afastar.
Os estudos científicos nos mostram que o tratamento da pressão arterial na hipertensão gestacional não-grave não traz benefícios nem para a mãe nem para o feto, podendo ainda provocar efeitos colaterais não desejáveis. Portanto, se a gestante não apresentar valores da pressão arterial acima de 160/110 mmHg, não é preciso iniciar nenhuma droga anti-hipertensiva.
O parto na hipertensão gestacional costuma ser realizado entre a 37 e a 39 semanas de gravidez, de acordo com a situação clínica da gestante e do feto.
b) pressão arterial maior que 160/110 mmHg – hipertensão gestacional grave.
As mulheres que desenvolvem hipertensão gestacional grave têm taxas de complicações semelhantes às da pré-eclâmpsia, e, portanto, devem ser tratadas de forma semelhante.
A hipertensão gestacional grave precisa ser tratada com medicamentos anti-hipertensivos e o parto costuma ser realizado entre 34 e 36 semanas de gravidez.
Se a gestante tiver menos de 34 semanas, a internação hospitalar para controle e monitorização do feto e da pressão arterial costuma ser indicada. O objetivo nesses casos é tentar levar a gravidez de forma segura até, pelo menos, 34 semanas.
As drogas mais utilizadas para o controle da pressão arterial são a Metildopa, Hidralazina, Nifedipina e Labetalol.


Fonte:MD.Saúde