29 de mar de 2012

Anatomia Aplicada

Anatomia Aplicada
Publico: Auxiliares e Técnicos (Enfermagem; Enfermagem do Trabalho; Patologia Clinica)
Conteúdo Programático:

Introdução a Anatomia;
Osteologia do Esqueleto - Apendicular Superior;
Osteologia do Esqueleto - Apendicular Inferior;
Osteologia Axial;
Miologia;
Sistema Cardiorespiratorio;
Previsão: Aos Sábados
Início:31/03/2012 (Apresentação Objetiva do Curso);
Encerramento Previsto: 28/04/2012;
Horário: 9h ás 12h e 14h ás 17h;
Aulas Dispositivas;
Carga Horária: 40h;

Inscrições: apaula.campos@bol.com.br


25 de mar de 2012

Anatomia Aplicada
Publico: Auxiliares e Técnicos (Enfermagem; Enfermagem do Trabalho; Patologia Clinica)
Conteúdo Programático:

Introdução a Anatomia;
Osteologia do Esqueleto - Apendicular Superior;
Osteologia do Esqueleto - Apendicular Inferior;
Osteologia Axial;
Miologia;
Sistema Cardiorespiratorio;
Previsão: Aos Sábados
Início:31/03/2012 (Apresentação Objetiva do Curso);
Encerramento Previsto: 28/04/2012;
Horário: 9h ás 12h e 14h ás 17h;
Aulas Dispositivas;
Carga Horária: 40h;

Inscrições: apaula.campos@bol.com.br


Tuberculose

Tuberculose

tuberculose é uma doença infecciosa e contagiosa causada por uma bactéria, que pode acometer vários órgãos diferentes, sendo a tuberculose pulmonar sua principal forma. Neste texto explicaremos quais são os principais sintomas da tuberculose, seu tratamento e quais órgãos são mais acometidos.

Antes de falarmos nos sintomas da tuberculose é preciso esclarecer alguns pontos acerca da doença, que são muito pouco divulgados pelos meios de comunicação.

O que é tuberculose

A tuberculose é uma doença infecciosa causada por uma bactéria chamada de Mycobacterium tuberculosis, também conhecida como bacilo de Koch, em homenagem a Robert Koch, médico alemão que identificou a bactéria. A doença é muito famosa pelo seu acometimento pulmonar (tuberculose pulmonar), mas poucos sabem que vários outros órgãos do corpo também podem ser infectados pela tuberculose, como pele, rins, linfonodos, ossos, cérebro etc...

Desde o surgimento da pandemia de HIV/SIDA (AIDS) na década de 80 que a infecção por tuberculose voltou a ser uma grande preocupação, já que pacientes imunossuprimidos são muito susceptíveis ao bacilo de Koch.

O Brasil é o 16º país com maior incidência de tuberculose no mundo, porém, ao contrário do que muitas vezes é divulgado, esta incidência tem caído substancialmente nos últimos anos. Em 1999 a incidência era de 51 casos para cada 100.000 habitante. Em 2007 já havia caído para 38 por 100.000. Rio de Janeiro e Amazonas são os estados com o maior número de casos (incríveis 73 por 100.000). Portugal é um dos países da Europa com maior taxa, aproximadamente 32 casos por 100.000. Só como comparação, a Alemanha tem 6 casos por 100.000 habitantes.

Atualmente 1/3 da população mundial está infectada pelo bacilo de Koch. O fato é que apenas 10% das pessoas que entram em contato com a bactéria desenvolvem sintomas de tuberculose. Esta resistência se dá pelo nosso sistema imune que é bastante competente em impedir a progressão da doença. Apesar desta resistência,  a bactéria muitas vezes não é completamente eliminada pelo sistema imune e fica adormecida no nosso organismo, sem causar sintomas, à espera de uma queda nas nossas defesas para voltar a se multiplicar.

A infecção pelo bacilo de Koch inicia-se sempre pelos pulmões, mas pode se alastrar por todo o corpo. Nem todo mundo vai desenvolver a tuberculose ativa e alguns permanecerão com a bactéria adormecida no organismo, tendo tido ou não sintomas de tuberculose pulmonar. A bactéria pode ficar alojada durante anos em qualquer parte do corpo, como cérebro, meninge, rins, intestinos, coração, linfonodos, ossos etc.. apenas à espera de uma queda no sistema imune para voltar a multiplicar-se. 

Resumindo, você pode entrar em contanto com a bactéria da tuberculose e seguir por um dos três caminhos:

- seu sistema imunológico não consegue controlar a bactéria e você desenvolve a doença, apresentando, na maioria dos casos, sintomas de tuberculose pulmonar.
- seu sistema imunológico consegue controlar a bactéria, mas não a elimina do seu corpo, mantendo-a apenas "adormecida" por vários anos. Se houver alguma queda no sistema imune, a bactéria pode voltar a ficar ativa, causando geralmente um dos tipos de tuberculose extrapulmonar.
- seu sistema imunológico consegue controlar a bactéria e a elimina definitivamente do corpo.

Fatores de risco para o desenvolvimento da tuberculose

Os indivíduos com as características abaixo são aqueles com maior risco de desenvolver tuberculose após contato com alguém contaminado:

- Idosos.
- Diabéticos.
- População de rua.
- Alcoólatras.
- Insuficientes renais crônicos.
- Doentes com neoplasias ou sob quimioterapia.
- Transplantados.
- Portadores do vírus HIV 

A população prisional também é uma das mais susceptíveis a infecção, devido à contínua exposição à bactéria em ambientes fechados.

Sintomas da tuberculose pulmonar

tuberculose pulmonar é a manifestação mais comum da doença. A transmissão é feita pelo ar, através de aerossóis expelidos pela tosse, espirro ou pela própria fala. Estima-se que uma pessoas infectada, se não tratada, pode contaminar outras 15 no intervalo de um ano. De acordo com as estatísticas, destas quinze, apenas uma ou duas desenvolverão sintomas. Atenção: apenas os casos sintomáticos são capazes de transmitir a doença. Se você entrou em contato com o bacilo, mas não desenvolveu doença,  não há risco de transmissão da bactéria para outros.

O quadro típico de tuberculose pulmonar é de febre com suores e calafrios noturnos, dor no peito, tosse com expectoração, por vezes com raias de sangue, perda de apetite, prostração e emagrecimento que chega a 10 ou 15 kg em algumas semanas.

Por ser também uma infecção pulmonar, o quadro pode lembrar o de uma pneumonia. Porém, enquanto a pneumonia é uma doença mais aguda, que se desenvolve em horas/dias, a tuberculose é mais lenta, evoluindo em semanas. Alguns doentes com tuberculose só procuram atendimento médico dois meses depois do início dos sintomas. Deve-se pensar sempre em tuberculose pulmonar naqueles pacientes com quadro de pneumonia arrastada que não melhoram com antibióticos comuns.

Sintomas da tuberculose extrapulmonar 

A tuberculose em outros órgãos também costuma causar emagrecimento, febre, suores noturnos, prostração, perda do apetite etc... A diferença é que não há sintomas respiratórios, como a tosse, mas sim sintomas específicos do acometimento de cada órgão. Exemplos:

Sintomas da tuberculose pleural

A tuberculose extrapulmonar mais comum é tuberculose pleural, que como diz o nome, acomete a pleura, membrana que recobre os pulmões. Os sintomas mais comuns (além dos descritos acima) são dor torácica unilateral e falta de ar, causado pelo aparecimento de derrame pleural, mais conhecido com água na pleura.

Sintomas da tuberculose ganglionar:

A tuberculose ganglionar é uma manifestação comum nos pacientes soropositivos infectados pelo bacilo de Koch. O quadro típico é de aumento dos linfonodos na região do pescoço. No início, os gânglios têm crescimento lento e são indolores; posteriormente, aumentam de volume e tendem a se agrupar, podendo criar fístulas (comunicações) para a pele.

Tuberculose da coluna
Tuberculose na coluna vertebral

Sintomas da tuberculose óssea:

A tuberculose óssea costuma envolver a coluna vertebral, causando destruição das vértebras. A tuberculose da coluna também é chamada de "Mal de Pott". A doença progride lentamente com sintomas de dor leve/moderada nas costas que piora progressivamente. Conforme a vértebra vai sendo destruída, a medula pode ser acometida causando intensa dor e alterações neurológicas, incluindo até paralisia dos membros.

Tuberculose urinária 

A tuberculose urinária cursa com sintomas semelhantes à infecção urinária, porém sem resposta aos antibióticos e com urocultura negativa. Se não tratada a tempo, pode levar a deformidades do sistema urinário e insuficiência renal terminal.
Tuberculose cerebral

É a forma mais grave de tuberculose, podendo evoluir como uma meningite tuberculosa ou com a formação de tuberculomas cerebrais, espécies de tumores no sistema nervoso central.

Ainda existem a tuberculose dos olhos, dos intestinos, da pele, do coração, do peritônio etc... Falaremos destas em outro momento para não tornar o texto muito mais longo.

Diagnóstico da tuberculose
Tuberculose pulmonar
Tuberculose no ápice do pulmão direito
O diagnóstico da tuberculose pulmonar é feito através da história clínica, da radiografia de tórax e do exame de escarro (catarro), este último o exame que identifica a presença do bacilo de Koch.

As infecções extrapulmonares, em geral, ocorrem anos depois da infecção pulmonar ou mesmo da contaminação assintomática. O diagnóstico das formas extrapulmonares é habitualmente feito pela biópsia do órgão acometido.

A radiografia de tórax é importante porque pode detectar lesões pulmonares antigas em pacientes que desconhecem o fato de já terem tido tuberculose. Estas lesões, chamadas de "cavernas", podem se reativar, causando novo quadro de tuberculose pulmonar.

E como saber se você é portador assintomático da bactéria da tuberculose?

PPD
Aplicação PPD
Existe um teste chamado de PPD (derivado de proteína purificada), ou teste da tuberculina, que é feito através da inoculação subcutânea de proteínas de bacilo de Koch morto. Após 48-72h é feita a avaliação do grau de reação do corpo ao material inoculado.

PPD
PPD positivo
Se o paciente já foi exposto à bactéria, seu organismo possui anticorpos que atacam as proteínas inoculadas na pele.

Em pessoas saudáveis, uma inflamação com o centro endurado maior que 15mm (1,5 cm) é considerado positivo. Em diabéticos, renais crônicos ou em profissionais de saúde expostos frequentemente a pessoas infectadas, um resultado maior que 10mm (1 cm) também é considerado positivo. Pacientes com SIDA (AIDS) ou outra causa de imunossupressão, 5 mm (0,5cm) já é considerado positivo.

O teste de PPD só fica positivo após 12 semanas da exposição a pessoas infectadas. Não adianta fazer o PPD apenas alguns dias após o contato com alguém supostamente contagioso.

Doentes com o PPD positivo são candidatos ao tratamento contra tuberculose latente, objetivando impedir uma futura reativação do bacilo.

Tratamento da tuberculose

Os doentes que apresentam sintomas de tuberculose são tratados com um esquema de antibióticos por no mínimo 6 meses. O principal esquema é o chamado RIPE -» Rifampicina, Isoniazida, Pirazinamida e Etambutol por 2 meses + 4 meses de Rifampicina, Isoniazida. Esse coquetel é distribuído gratuitamente pelo governo brasileiro.

O tratamento das formas latentes, isto é, pacientes assintomáticos mas com PPD positivo como descrito anteriormente, é feito apenas com a Isoniazida, também pelo período de 6 meses.

O grande problema do controle da tuberculose é o abandono antes do final dos 6 meses. Como os sintomas melhoram em pouco tempo e os efeitos colaterais são comuns, muitos pacientes não completam o tempo total de tratamento, favorecendo o surgimento de cepas multirresistentes do bacilo de Koch.

Os pacientes deixam de transmitir tuberculose após aproximadamente 15 dias de tratamento. Porém, podem voltar a ser bacilíferos (transmissores do bacilo) se não completarem o curso de 6 meses de antibióticos.

A tuberculose não tratada leva à sepse grave e morte .

Existe vacina contra tuberculose?

Existe uma vacina chamada de BCG, que faz parte do calendário nacional. É administrada quando criança e serve para prevenir as formas mais graves da doença, como a tuberculose disseminada e a meningite tuberculosa. A vacina apesar de diminuir a incidência da tuberculose pulmonar não a evita por completo. Como é feita a partir de bactérias vivas, não deve ser administrada em imunossuprimidos.



Enfermeira/Professora: Ana Paula Moreira Campos

19 de mar de 2012

Vagas 19/02 - Enfermagem


Vagas 19/02

Estagiário de enfermagem – MG
Enfermeiro 4 vagas - São Paulo/SP
ENFERMEIROS - Jaraguá do Sul/SC
Enfermeiro –Rio de Janeiro
Técnico de Enfermagem – Rio de Janeiro
TÉCNICO DE ENFERMAGEM – Curitiba
Téc. de Enfermagem - MG
Técnico 2 vagas - FLORIANÓPOLIS-SC
TÉCNICO ENFERMAGEM – Rio de Janeiro
Auxiliar de Enfermagem – Temporário -Campinas / SP
AUXILIARES ENFERMAGEM – Curitiba
Tecnico de enfermagem do trabalho – MG
www.soenfermagem.net
 

13 de mar de 2012

Curso de Extensão Curricular - Anatomia Humana

Curso de Extensão Curricular - Anatomia Humana

Informações:
  • CECON
Rua Santo Antonio, 382 - Centro.
Tel: (32)3212- 6686
  • Enfermeira/Professora: Ana Paula M. Campos
Tel: (32)88440437
Email: apaula.campos@bol.com.br

Carga Horária: 40h
Em Março: 17/03/ 2012 á 31/03/2012
Turmas Disponíveis:  Aos Sábados  
Valor: 60,00 reais no ato da matrícula.

12 de mar de 2012

Melancia igual Hidratação


melancia pode ser sua ótima aliada no verão: saborosa, refrescante e magra - cada fatia de 100 g tem 33 calorias. "Composta por aproximadamente 90% de água, ela ajuda a nos manter hidratadas. Também oferece fibras e vitamina C", diz a nutróloga Cristiane Coelho. A melancia é diurética, tornando-se um alimento perfeito para quem sofre de retenção de líquidos.

Sua polpa vermelha é rica em licopeno, um poderoso antioxidante que protege o organismo contra a ação dos radicais livres, responsáveis pelo envelhecimento da pele. Mais: a substância é capaz de prevenir doenças, como o câncer e a hipertensão arterial. "A fruta apresenta outros nutrientes importantes, como carboidratos, vitaminas do complexo B, potássio, fósforo, cálcio, ferro e magnésio", completa a especialista. Veja mais alguns motivos para incluí-la em sua dieta:

Estoque de energia
O sabor adocicado vem da frutose, um açúcar natural que é fonte de carboidrato (energia). Ele é o principal combustível para o funcionamento do cérebro, da medula óssea, dos nervos e dos glóbulos vermelhos. "Uma alimentação pobre em carboidratos pode trazer sérios riscos ao organismo, comprometendo principalmente o sistema nervoso", alerta a nutróloga.

Coração blindado
Livre de gordura e colesterol, a fruta é fonte de potássio, essencial na contração muscular e na prevenção de arritmias. De quebra, o mineral ainda ajuda a regular a pressão sanguínea e a baixar a temperatura corporal, pois é responsável por levar moléculas de água para dentro das células. Quer refresco melhor?

Semente vitaminada
Os pontinhos pretos da melancia também apresentam propriedades nutricionais: as sementes são ricas em zinco, mineral que ajuda a aumentar a imunidade do organismo, e ácidos graxos essenciais, que contribuem no bom funcionamento do metabolismo e regulam os hormônios. Ao fazer suco, bata as sementes junto com a polpa no liquidificador. Deixe descansar até que os resíduos se depositem no fundo e passe pelo coador antes de servir.

Para todos os gostos
De polpa açucarada, a melancia do tipo katama é encontrada nas cores vermelha (a mais comum no mercado), laranja ou amarela. Outro tipo é a melancia de polpa amarga, cultivada só na África. Há ainda a melancia forrageira, com polpa branca, consistente e não doce, destinada apenas à alimentação de animais.

Guarde bem
O ideal é comprar a melancia inteira e consumi-la o mais rápido possível. Seu contato com a luz e o oxigênio leva à perda das vitaminas; portanto, depois de aberta, embale bem a fruta e conserve-a na geladeira.


Fonte: Revista Saúde

6 de mar de 2012

Câncer de Próstata - Informativo

Próstata

A próstata é uma glândula que só o homem possui e que se localiza na parte baixa do abdômen. Ela é um órgão muito pequeno, tem a forma de maçã e se situa logo abaixo da bexiga e à frente do reto. A próstata envolve a porção inicial da uretra, tubo pelo qual a urina armazenada na bexiga é eliminada. A próstata produz parte do sêmen, líquido espesso que contém os espermatozóides, liberado durante o ato sexual.

No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens (atrás apenas do câncer de pele não-melanoma). Em valores absolutos, é o sexto tipo mais comum no mundo e o mais prevalente em homens, representando cerca de 10% do total de cânceres. Sua taxa de incidência é cerca de seis vezes maior nos países desenvolvidos em comparação aos países em desenvolvimento.

Mais do que qualquer outro tipo, é considerado um câncer da terceira idade, já que cerca de três quartos dos casos no mundo ocorrem a partir dos 65 anos. O aumento observado nas taxas de incidência no Brasil pode ser parcialmente justificado pela evolução dos métodos diagnósticos (exames), pela melhoria na qualidade dos sistemas de informação do país e pelo aumento na expectativa de vida.

Alguns desses tumores podem crescer de forma rápida, espalhando-se para outros órgãos e podendo levar à morte. A grande maioria, porém, cresce de forma tão lenta (leva cerca de 15 anos para atingir 1 cm³ ) que não chega a dar sinais durante a vida e nem a ameaçar a saúde do homem.

Estimativa de novos casos: 60.180 (2012)

Número de mortes: 12.274 (2009)

Atenção: Procure sempre uma avaliação pessoal com um médico da sua confiança.


1 de mar de 2012

Hipertensão


O que é?


Imagine uma rua estreita com excesso de veículos. Assim é a hipertensão: um desequilíbrio entre o volume de sangue em circulação - a quantidade de carros - e a capacidade dos vasos - a rodovia, na nossa comparação. E por que os tais "14 por nove" assustam tanto? A expressão está na boca do povo, mas pouca gente sabe por que cruzar esse limiar é tão perigoso quando se trata de pressão arterial. Além dessa fronteira, significa que o coração está fazendo muita força para mandar o sangue para o corpo porque o líquido encontra dificuldades em circular. O problema é grave e, se não for controlado, pode ser fatal. Infelizmente, dos cerca de 30 milhões de brasileiros que têm a pressão nas alturas, metade nem suspeita da encrenca.



Causas

Em 95% dos casos é praticamente impossível estabelecer com precisão o que levou a pressão às alturas. Vários fatores estão envolvidos no problema, desde desequilíbrios hormonais e nervosos, até certos hábitos. Na verdade, acredita-se que ela seja resultado de uma mistura de genética com estilo de vida. Tanto que filhos de hipertensos têm mais chances de desenvolver a doença. E atenção: na maior parte das vezes, a subida da pressão não dá absolutamente nenhum sinal. Não à toa é chamada de inimigo silencioso. Sintomas normalmente associados a esse disparo, como dor de cabeça, palpitações ou vista embaçada, podem até aparecer nesses pacientes, mas não espere por eles para checar sua pressão.


O que significam os valores?


Ao colocar o braço no esfigmomanômetro - é esse o nome do aparelho usado para medir a pressão -- o primeiro número indica a força que o coração faz na sístole, ou seja, na contração para bombear o sangue e irrigar o corpo. O segundo valor aponta a dilatação dos vasos quando o músculo cardíaco se relaxa, a diástole. Aí acontece a pressão mínima. E não simplifique: o certo é dizer 120 por 80, por exemplo. Isso traduz a medida em milímetros de mercúrio, a unidade usada para medir a pressão.
A classificação brasileira
Para classificar a pressão dos brasileiros os médicos seguem a IV Diretriz Brasileira sobre Hipertensão, de 2002.

SistólicaDiastólica
ótimaMenor que 120Menor que 80
normalMenor que 130Menor que 85
limítrofe130-13985-89
hipertenso
estágio 1140-15990-99
estágio 2160-179100-109
estágio 3Maior que 180Maior que 110

 

Conseqüências 

Tal como o excesso de veículos deixa as estradas esburacadas, o esforço do sangue para circular pelos vasos lesa o endotélio, o revestimento interno. Essas agressões facilitam o acúmulo de gorduras e a inflamação no local, formando as famosas placas que entopem as artérias. A longo prazo, isso é sinônimo de infartos e derrames. Já os rins, que têm a missão de filtrar o sangue, ficam sobrecarregados com tanta pressão. A força do líquido alarga pequenos poros e algumas proteínas acabam escapando pela urina. Isso pode comprometer a função do órgão e até causar sua completa falência. Nos olhos, a hipertensão pode danificar a retina levando a problemas de visão. Como se fosse pouco, o hipertenso tem graves riscos de sangramento se precisar passar por uma cirurgia.

Tratamento


O controle dos ponteiros passa, necessariamente, por mudanças no estilo de vida. Para alguns pacientes, ajustes na dieta e a atividade física são suficientes para domar a pressão. Outros precisam de remédios. E vale lembrar: a hipertensão não tem cura, por isso os cuidados são para toda a vida. Antes de receitar a melhor opção, os médicos enquadram a pessoa em grupos de risco, levando em conta outros fatores de risco como fumo, taxa de colesterol, diabete, história familiar, lesões em órgãos, doenças cardiovasculares e renais, retinopatia hipertensiva e doença arterial periférica.





 

Prevenção


Só tem um jeito de prevenir a decolagem dos ponteiros: mudar já o estilo de vida e abandonar hábitos sabidamente nocivos, como o cigarro, o abuso do álcool, a alimentação desregrada e o sedentarismo. Sem falar no excesso de peso: a obesidade é um conhecido disparador da pressão.







Hábitos que valem por um tratamento

Este pacote de mudanças é um verdadeiro tratamento, capaz de evitar a subida dos ponteiros ou de suavizar os 

efeitos da hipertensão:
Controle o pesoSabe-se que os quilos a mais estão por trás do disparo do ponteiro, principalmente se eles estiverem acumulados na região da barriga. E nem é preciso grandes sacrifícios: uma redução de 5% a 10% na balança já ajuda. Mas os médicos recomendam manter o índice de massa corpórea abaixo de 25.



Mexa-seAlém de ajudar a perder peso e melhorar o colesterol e o diabete, os exercícios derrubam a pressão. Os mais indicados são os aeróbicos, como natação, caminhadas ou corrida, que devem ser praticados de três a seis vezes por semana durante trinta minutos. Já a musculação, que era terminantemente proibida, agora está liberada. É certo que ela não reduz a pressão com a mesma eficácia, mas também não é ruim como se pensava. Mas ela só deve ser praticada em combinação com alguma atividade aeróbica e desde que a pessoa não tenha uma pressão maior que 160x100. Em todos os casos, é indispensável consultar o médico antes de dar a largada.



Olho no cardápio 
Ele é fundamental para baixar a pressão. Limite o sal a uma colher de chá por dia e fique atento às pitadas ocultas, que estão em embutidos, conservas, enlatados, defumados e salgadinhos de pacote. Siga as recomendações da dieta DASH, que comprovadamente reduz a pressão: inclua no cardápio generosas porções de frutas e verduras e alimentos assados ou grelhados. Coma doces e gordura de origem animal com muita parcimônia e atenção ao álcool: não ultrapasse duas latas de cerveja, ou duas taças de vinho ou uma dose de bebida destilada ao dia. As mulheres devem se contentar com metade disso. Aposte também nos temperos naturais, como ervas e limão, e abuse do alho. Sabe-se que, cru, ele ajuda a baixar a pressão. Estudos recentes também apontam os benefícios da uva isabel - um copo de suco da fruta por dia já ajuda a normalizar os valores.



Apague o cigarro 
Ele estraga os vasos e detona a subida da pressão.

 
 

Onde você se encaixa? 

O tratamento é sempre individualizado, mas veja o que os médicos recomendam, em geral, para cada caso:
Sua pressão é:

• Limítrofe (            130-139/85-89      )
• Estágio 1 (            140-159/90-99      )
• Estágios 2 e 3 (maior que 160/maior que 100)



Quanto aos fatores de risco...
• grupo A - Você não tem nenhum outro fator de risco, como cigarro, colesterol alto, diabete, história familiar, lesões em órgãos como os rins, doenças cardiovasculares e renais, retinopatia hipertensiva e doença arterial periférica.
• grupo B - Você tem pelo menos um fator de risco (excluindo o diabete) e não tem lesões nos órgãos-alvo, como os rins, nem doença cardiovascular
• grupo C - Você já tem lesões em órgãos, sofre de doenças cardiovasculares e/ou diabete



Resultado (Deve seguir estes cruzamentos)

Grupo AGrupo BGrupo C
LimítrofeVocê deve fazer mudanças no estilo de vida, incluindo dieta e exercíciosVocê deve fazer mudanças no estilo de vida, incluindo dieta e exercíciosVocê deve fazer mudanças no estilo de vida, incluindo dieta e exercícios
Estágio 1Durante um ano, Você deve fazer mudanças no estilo de vida, incluindo dieta e exercíciosVocê deve fazer mudanças no estilo de vida, incluindo dieta e exercícios durante seis meses. Mas se já tiver vários fatores de risco, deve começar a tomar remédios desde o início do tratamento.Aqui não há saída: além dos remédios, você deve fazer mudanças no estilo de vida, incluindo dieta e exercícios.
Estágios 2 e 3Aqui não há saída: além dos remédios, você deve fazer mudanças no estilo de vida, incluindo dietae exercícios.Aqui não há saída: além dos remédios, você deve fazer mudanças no estilo de vida, incluindo dieta e exercícios.Aqui não há saída: além dos remédios, você deve fazer mudanças no estilo de vida, incluindo dieta e exercícios.