31 de ago de 2011

Curativos


Enfermeira/Professora: Ana Paula Moreira Campos

Curativos 
Definição:
É o procedimento de limpeza e cobertura de uma lesão, com o objetivo de auxiliar no tratamento da ferida ou prevenir a contaminação do local.

Material
Feridas Cirúrgicas Saturadas
Feridas com áreas Cruenta
Retirada de Pontos
Carrinho de curativo ou mesa auxiliar ou bandeja
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Pacote de curativo estéril com 3 pinças ( 1 pinça articulada e 2 pinças anatômicas)
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Luvas e campo estéreis, no caso de não usar o pacote de pinças
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Luvas de procedimentos não estéreis
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Bolsa de SF% ou ampola de SF 0,9%;
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Dispositivo estéril corta-soro (se necessário)
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Agulha estéril 30x10 ou 40x12
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Fita adesiva hipoalergênica microporosa
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Pacote de gazes esterilizadas
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Fita adesiva crepe (se necessário)
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Saco plástico branco leitoso (30 litros)
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Recipiente para materiais pérfuro-cortantes.
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Produto adicional (coberturas) a ser utilizado (Conforme recomendação do Grupo de Curativo)
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Pacote de retirada de pontos (tesoura de Ìris e pinça anatômica)


x
EPI conforme padronização (máscara, luvas, óculos)
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a) Técnica com uso de pinças
􀂄 Orientar o paciente e/ou acompanhante sobre o procedimento;
􀂄 Reunir todo o material no carrinho de curativos ou na mesa auxiliar e levar junto ao leito do paciente;
􀂄 Higienizar as mãos;
􀂄 Paramentar-se com E.P.I. (máscara, óculos, gorro, luva) se houver risco de respingos de sangue e/ou secreções;
􀂄 Abrir pacote de curativo usando técnica asséptica;
􀂄 Colocar o cabo das pinças voltadas para a borda proximal do campo;
􀂄 Remover a cobertura primária com o auxílio de uma pinça, colocando-a no saco de lixo leitoso, acondicionado na lateral da bandeja auxiliar ou do carrinho de curativos;
􀂄 Depois de retirada da cobertura, despreze a pinça em recipientes indicados conforme padronização do seu Instituto;
􀂄 Introduzir a agulha na bolsa de soro na porção destinada para introduzir soluções;
􀂄 Montar a gaze na pinça articulada, com auxílio da pinça anatômica na parte interna do campo;
􀂄 Umedecer com SF 0,9% a gaze já montada na pinça, promovendo a limpeza do local a partir da incisão cirúrgica no sentido de dentro para fora. Em presença de exsudato purulento, a limpeza deve ser iniciada da área menos contaminada para a mais contaminada (de fora para dentro);
􀂄 Aplicar as coberturas sobre a ferida, conforme prescrição de enfermagem, com o auxílio das pinças;
􀂄 Retirar E.P.I. e desprezá-lo no lixo;
􀂄 Higienizar as mãos;
􀂄 Colocar nome do executante e data sobre o curativo;
􀂄 Posicionar o paciente confortavelmente no leito;
􀂄 Recompor a Unidade e recolher o material;
􀂄 Calçar as luvas de procedimento e encaminhar as pinças para a sala de utilidades e realizar o reprocessamento conforme rotina do seu Instituto;
􀂄 Desprezar os resíduos e, em seguida, as luvas de procedimento no lixo da sala de utilidades;
􀂄 Higienizar as mãos;
􀂄 Proceder à desinfecção do carrinho ou mesa auxiliar ou bandeja com álcool a 70%, após o término de cada curativo;
􀂄 Higienizar as mãos;
􀂄 Registrar na evolução ou anotação de enfermagem o procedimento realizado, o aspecto da ferida, a solução e coberturas usadas.

b) Técnica com uso de luva estéril
􀂄 Orientar o paciente e/ou acompanhante sobre o procedimento;
􀂄 Reunir todo o material no carrinho de curativos ou na mesa auxiliar e levar junto ao leito do paciente;
􀂄 Higienizar as mãos;
􀂄 Paramentar-se com EPI (avental, máscara, gorro e luvas) se houver risco de respingos de sangue e/ou secreções;
􀂄 Abrir o campo estéril com técnica asséptica sobre o carrinho de curativos ou mesa auxiliadora ou bandeja;
􀂄 Abrir pacotes de gazes com técnica asséptica e colocá-los no campo estéril;
􀂄 Abrir o invólucro da agulha (30x10 ou 40x12) com técnica asséptica e colocando-a no campo estéril;
􀂄 Abrir embalagem da cobertura (recomendado pelo Grupo de Curativo ou de acordo com a prescrição de enfermagem) com técnica asséptica, e colocar no campo estéril;
􀂄 Abrir invólucro do SF 0,9% com técnica asséptica e colocar no campo estéril;
􀂄 Calçar luvas de procedimento;
􀂄 Retirar e desprezar a cobertura secundária e em seguida a luva de procedimento no saco de lixo leitoso, acondicionado na lateral da bandeja ou do carrinho de curativos;
􀂄 Abrir o pacote de luva estéril com técnica asséptica;
􀂄 Calçar as luvas estéreis primeiro na mão dominante e em seguida, com a ajuda desta mão, calçar o outro lado utilizando técnica asséptica;
􀂄 Introduzir a agulha na bolsa da solução fisiológica na porção destinada para colocar soluções;
􀂄 Remover a cobertura primária com o auxílio das luvas estéreis, e colocar no saco de lixo leitoso;
􀂄 Montar e umedecer a gaze com SF0,9% promovendo a limpeza do local, a partir da incisão cirúrgica no sentido de dentro para fora. Em presença de exsudato purulento a limpeza deverá ser iniciada da área menos contaminada para a mais contaminada (de fora para dentro);
􀂄 Aplicar as coberturas com o auxílio de luvas, conforme recomendação do Grupo de Curativo ou prescrição de enfermagem;
􀂄 Colocar nome do executante e data sobre o curativo;
􀂄 Retirar E.P.I;
􀂄 Desprezar os resíduos na sala de utilidades;
􀂄 Higienizar as mãos;
􀂄 Posicionar o paciente confortavelmente no leito;
􀂄 Recompor a Unidade e recolher o material;
􀂄 Higienizar as mãos;
􀂄 Registrar na evolução ou anotação de enfermagem o procedimento realizado, o aspecto da ferida, soluções e coberturas usadas.

c) Cuidados com feridas cruentas
􀂄 Verificar prescrição médica quanto a analgesia e administrar antes do procedimento;
􀂄 Limpar o local com a gaze já montada e umedecida com solução fisiológica morna, iniciando pela borda da ferida - pele íntegra, e aplicando somente o jato da solução fisiológica na área cruenta. Evitar pressão exagerada sobre a bolsa da solução e evitar a limpeza mecânica agressiva na ferida. Garantir a umidade da ferida, evitando assim a perda do tecido de cicatrização, secando somente as bordas com gazes e trocando-as sempre que necessário;
􀂄 Promover limpeza mecânica, porém menos agressiva, em áreas de difícil acesso, como por exemplo: úlceras por pressão em região isquiática, trocantérica ou sacrococcigeana, evitando prejudicar o tecido de cicatrização;
􀂄 Após a limpeza da ferida, utilizar a cobertura recomendada pelo grupo de curativos.

d) Retirada de pontos
Definição
Consiste nos cuidados durante o procedimento de retirada de fios, colocados para aproximar as bordas de uma lesão.
Técnica
􀂄 Orientar o paciente e/ou acompanhante sobre o procedimento;
􀂄 Reunir todo o material no carrinho de curativos ou na mesa auxiliar e levar para junto do leito do paciente;
􀂄 Higienizar as mãos; 
􀂄 Abrir pacote de curativo usando técnica asséptica;
􀂄 Colocar o cabo das pinças voltadas para a borda proximal do campo;
􀂄 Remover a cobertura primária, com o auxílio de uma pinça e/ou luvas de procedimento, colocando-a no saco de lixo;
􀂄 Depois da retirada da cobertura, despreze a pinça em recipiente indicado;
􀂄 Introduzir a agulha na bolsa de soro na porção destinada para introduzir soluções;
􀂄 Montar a gaze na pinça articulada, com auxílio da pinça anatômica na parte interna do campo;
􀂄 Umedecer a gaze com SF 0,9% promovendo a limpeza do local, a partir da incisão cirúrgica (área menos contaminada); se a ferida estiver limpa, deverá ser iniciada a limpeza no sentido de dentro para fora. Em presença de exsudato purulento; a limpeza deverá ser iniciada da área menos contaminada para a mais contaminada (de fora para dentro);
􀂄 Abrir o pacote de retirada de pontos com técnica asséptica;
􀂄 Tracionar o ponto pelo nó e cortá-lo, com a tesoura de Íris, em um dos lados junto à pele;
􀂄 Colocar os pontos, já cortados, sobre uma gaze e desprezá-los no saco de lixo leitoso, acondicionado na lateral do carrinho de curativos ou bandeja auxiliar;
􀂄 Limpar a incisão com a gaze montada na pinça articulada, iniciando no sentido de dentro para fora;
􀂄 Desprezar as gazes já usadas no saco de lixo leitoso;
􀂄 Aplicar as coberturas com o auxílio de luvas, conforme recomendação do Grupo de Curativo ou prescrição de enfermagem;
􀂄 Colocar nome do executante e data sobre o curativo;
􀂄 Retirar E.P.I;
􀂄 Desprezar os resíduos na sala de utilidades;
􀂄 Higienizar as mãos;
􀂄 Posicionar o paciente confortavelmente no leito;
􀂄 Recompor a Unidade e recolher o material;
􀂄 Higienizar as mãos;
􀂄 Registrar na evolução ou anotação de enfermagem: o procedimento realizado, o aspecto da ferida, soluções e coberturas usadas.

Outras considerações
􀂄 Proteger todos os curativos e sítio de inserções com plástico limpo e impermeável durante o banho;
􀂄 Evitar falar próximo à ferida e ao material estéril;
􀂄 Não tocar em nada além do instrumental sendo utilizado, quando estiver com a mão enluvada;
􀂄 Solicite sempre o auxílio de outra pessoa quando estiver com as mãos enluvadas;
􀂄 Utilizar E.P.I. (óculos de proteção, avental de manga longa, máscaras, luvas de procedimento) na realização de curativos com grande exsudação ou feridas nfectadas;
􀂄 Não molhar a pinça e mantê-la distante do recipiente de resíduos;


30 de ago de 2011


Bom Dia!

Excelente dia a todos!!!!!! Muita paz!!!!!!!
Vem comigo ver as cores do arco-iris
Ver as flores e o dia amanhecer
A felicidade as vezes são momentos
Os momentos foram feitos prá viver
Abra os olhos e desperte num sorriso
Aproveite o que você tem de melhor
Só você pode mostrar seus sentimentos
E fazer de você mesmo alguém maior
Desperte prá vida
Que a vida tem muito prá oferecer
E só se entregar e pensar
Que vale a pena viver...



Hoje quero apenas desejar INTENSIDADE AO VIVER!
Enfermeira/Professora: Ana Paula Campos

29 de ago de 2011

Dia 29 de Agosto - Combate ao Fumo

AS IMAGENS FALAM POR SI... PENSE!

 QUEM SABE VOCÊ NÃO ENCONTRA UM MOTIVO PARA PARAR DE FUMAR...











PARE! SEI QUE NÃO É FÁCIL MAS VOCÊ PODE TENTAR...








BUSQUE OUTROS MEIOS PARA SE SENTIR BEM... O VÍCIO NÃO VAI TE DEIXAR TER UM SORRISO ASSIM... TENTE SE LIVRAR DESSE VÍCIO CHAMADO CIGARRO!
E acredite eu fumo junto com você sem nem ao menos ter colocado um cigarro na boca. Tente pensar nos outros ás vezes isso vai lhe ajudar a RECOMEÇAR um novo caminho sem o cigarro.
Nada é fácil mas também não é IMPOSSÍVEL!
Enfermeira/Professora: Ana Paula Campos

28 de ago de 2011

Intubação Orotraqueal

Fonte: viaaereadificil.com



Intubação traqueal
por laringoscopia direta


1)
Certifique-se que todos os equipamentos necessários estejam disponíveis.



2)
A cabeça do paciente é adequadamente posicionada, para um melhor alinhamento
dos eixos de visão.


3)
A lâmina do laringoscópio desliza cuidadosamente sobre a língua, progredindo para frente até atingir a valécula.


4)
A ponta da lâmina, ao atingir a valécula, pressiona o ligamento glosso-epiglótico que irá fletir anteriormente a epiglote.
Uma tração anterior firme da língua, no sentido do "cabo do laringoscópio" irá possibilitar a visualização da laringe.


Intubação com o guia introdutor de “Macintosh-Venn-Eschmann”
("bougie”)

5)
Uma vez exposta a glote, se introduz o tubo endotraqueal, com o balonete desinflado e a curvatura para frente.
Esta sonda deve penetrar através da glote, com o balonete ultrapassando, de 1 a 3 cm as cordas vocais.
Este processo deve ser acompanhado visualmente afim de se garantir o correto posicionamento do tubo.



Confirmar intubação traqueal
com CO2 expirado.

27 de ago de 2011



Entenda os eventos mais comuns em pacientes internados em uma CTI / UTI.

UTITer um parente internado em um hospital é uma experiência desagradável. Quanto esse internamento é em uma unidade de tratamento intensivo, o sentimento é ainda pior.

Estar internado em um CTI normalmente indica que o caso é grave. A quantidade de máquinas ligadas e de procedimentos médicos invasivos, associado ao pouco tempo permitido de visita, costumam deixar os familiares muito confusos, assustados e estressados.

Para tentar diminuir esse trauma, vou explicar o princípio das máquinas acopladas aos pacientes de um UTI e os procedimentos mais usados pelos médicos.

UTI - monitor- MONITOR -

Todo paciente internado em uma UTI precisa estar monitorizado. O monitor serve para a equipe médica avaliar de modo contínuo e "ao vivo", os sinais vitais do doente. Através de eletrodos, aparelhos de pressão automáticos e sensores ligados ao paciente e a máquina, é possível acompanhar a frequência cardíaca e respiratória, a pressão arterial, a saturação de oxigênio do sangue e ter um traçado básico de eletrocardiograma.

Qualquer arritmia cardíaca, queda ou elevação abrupta da pressão arterial , ou queda nos níveis de oxigenação do paciente são logo detectados pelo monitor que imediatamente avisa a equipe médica ou de enfermagem.

BOMBAS INFUSORAS -

UTI - Bomba infusoraPacientes internados em UTI frequentemente necessitam de drogas infundidas de modo contínuo. A bomba infusora permite a administração venosa de drogas em ritmo constante.

É muito comum os uso de bombas infusoras em paciente com sepse e choque circulatório. Doentes em choque não conseguem manter níveis normais de pressão arterial e precisam de drogas para manter a perfusão adequada dos tecidos. As drogas mais usadas para elevar a pressão arterial são a noradrenalina e a dopamina. Como são drogas de curtíssima duração e com grandes efeitos, precisam ser administradas continuamente e de modo muito controlado.

Do mesmo modo, nas crises hipertensivas também podemos administrar drogas anti-hipertensivas por via venosa, controlados pela bomba infusora. Deste modo conseguimos uma redução mais gradual e controlada da pressão arterial.

A bomba infusora também é usada nos casos em que precisamos manter os pacientes sedados, como naqueles que estão em ventilação mecânica (explico no próximo tópico). Essa sedação é conhecida popularmente como coma induzido. As drogas mais usadas para sedação são os benzodiazepínicos (ex: Midazolan), Fentanil ou Propofol.

Em doente diabéticos com níveis de glicose descontrolados, também se usa a bomba para se controlar a infusão de insulina.

- PUNÇÃO DE VEIA CENTRAL -

UTI - Cateter centralO doente em UTI recebe basicamente todas as medicações pela via venosa. Porém, nem todas as drogas podem ser administradas nas pequenas veias periféricas que temos nos braços.

Dois exemplos comuns são as drogas usadas no choque circulatório, explicado acima, e a nutrição parenteral, usada nos casos dos doentes incapazes de se alimentarem.

Esses tratamentos só podem ser administrados em veias centrais de grande calibre. Para isso, os médicos lançam mão da punção de uma veia profunda, com implantação de um cateter. Normalmente punciona-se a veia subclávia (foto abaixo) ou a veia jugular interna ou a veia femoral.

- VENTILADOR MECÂNICO -

UIT - Ventilador mecânicoOs doentes em UTIs muitas vezes apresentam falência do sistema respiratório e necessitam de um suporte extra de oxigênio. Este pode ser fornecido por máscaras, ou em casos mais graves, pela ventilação mecânica.

O ventilador mecânico é uma máquina que garante a entrada de oxigênio nos pulmões do doentes que apresentam insuficiência respiratória, isto é, incapacidade de manter boa oxigenação dos tecidos. O respirador mecânico é capaz de fornecer oxigênio mesmo que o paciente não seja capaz de respirar por conta própria.

UTI - IntubaçãoPara se acoplar o paciente em um ventilador mecânico é necessário primeiro que o mesmo seja submetido a intubação das vias respiratórias. A intubação orotraqueal consiste na introdução pela vias aéreas de um tubo plástico. Uma extremidade do tubo fica localizado bem ao final da traquéia, logo antes do início de ambos os pulmões, e a outra por fora da boca, onde será ligado o ventilador mecânico.

Doentes que necessitam de ventilação mecânica por vários dias são normalmente submetidos a uma traqueostomia. Deste modo o tubo pode ser ligado diretamente a traquéia, não precisando mais passar pela boca. Isso reduz os riscos de complicações como lesões das cordas vocais, pneumonias e extubações involuntárias.

- CATETERISMO VESICAL -

UTI - Cateter vesicalTodo doente com sinais de instabilidade hemodinâmica é submetido ao cateterismo da bexiga. Deste modo conseguimos aferir precisamente o débito urinário do paciente. Além de ajudar na avaliação do funcionamento dos rins, que é um dos primeiros a sofrer quando há instabilidade, a quantidade de urina produzida em 24 horas nos auxilia no planejamento do volume de soro que será infundido ao longo do dia.

- HEMODIÁLISE -

A insuficiência renal aguda é uma complicação comum nos pacientes em estado crítico internados em um CTI. A máquina de hemodiálise procura fazer o papel do rins, controlando o volume de água do corpo, os níveis de eletrólitos e filtrando as toxinas.

UTI - Hemodiálise

Existem vários outros procedimentos médicos invasivos realizados em uma UTI. Os que foram descritos são apenas os mais comuns. É importante frisar que o paciente que necessita de UTI normalmente apresenta falência de um ou mais órgãos vitais. Os procedimentos acima visam monitorar e substituir essas funções até que o organismo seja novamente capaz de desempenhar esse trabalho por conta própria.

POR QUE OS PACIENTES NA UTI FICAM INCHADOS?

Uma das coisas que mais chamam a atenção dos familiares de pacientes internados em um CTI é o edema (inchaço) generalizado que os doentes apresentam.

Mas por que os pacientes incham tanto?

Primeiro é necessário entender 3 conceitos:

1- Nossos vasos sanguíneos apresentam poros microscópicos que permitem a passagem de água de dentro para fora e de fora para dentro. Toda vez que há um aumento da pressão dentro dos vasos, como por exemplo por excesso de água, ou quando há um estado de inflamação que aumente o tamanho dos poros, ocorre transferência de água dos vasos para os tecidos.

2- A água do corpo se localiza em 3 compartimentos: dentro dos vasos, dentro das células ou no interstício (espaço que existe entre uma célula e outra).

3- O edema é o acumulo de líquido no interstício. Pode ocorrer no cérebro, nos pulmões, nas cavidade abdominal etc... O mais visível e comum é o edema no interstício do tecido cutâneo (pele).

Em um indivíduo normal, 60% do peso é composto de água. Ou seja , uma pessoa de 70kg tem 42 kg ou litros (1L de H2O = 1kg) só de água. Desses 42 litros, 28L estão dentro das células, 11L no interstício e apenas 4L dentro dos vasos, diluindo o sangue.

O edema ocorre quando há um desbalanço nesta distribuição em favor do interstício.

Doentes internados em UTI apresentam vários fatores que favorecem a formação do edema.

- Pacientes em choque recebem uma quantidade enorme de líquidos na tentativa de elevar a pressão arterial. Recebem mais líquidos do que podem excretar. O excesso vai todo para o interstício.

- Muitas vezes os pacientes apresentam insuficiência renal o que impede a eliminação do excesso da água administrada.

- Doentes graves apresentam um estado inflamatório sistêmico, o que favores a saída de água dos vasos para o interstício e impede a sua recaptação.

Quando o edema é só na pele, não há grandes riscos. É basicamente uma consequência do estado grave do 

paciente. Conforme há melhora do quadro clínico, o organismo consegue restaurar a distribuição normal

 da água corporal. Em geral, quando recebem alta hospitalar, os pacientes já não estão mais inchados.