30 de set de 2011


O COLESTEROL
As gorduras do sangue - os lipídios - são compostos principalmente pelo Colesterol, o HDL Colesterol (chamado de o bom colesterol), o LDL Colesterol (chamado de o mau colesterol) e os Triglicerídios.
A Associação Médica Americana insiste em que os níveis de colesterol normais se situem abaixo de 200 mg % e que o HDL Colesterol esteja acima de 35 mg %.
A Tabela do Massachusetts General Hospital de Boston adota como níveis normais, para as diferentes idades, a tabela abaixo: 
COLESTEROL TOTAL
Menos de 29 anosabaixo de 200 mg %
de 30 até 39 anosabaixo de 225 mg %
de 40 até 49 anosabaixo de 245 mg %
acima de 50 anosabaixo de 265 mg %


PARA O HDL COLESTEROL DÃO COMO VALORES NORMAIS
Homensde 30 a 70 mg %
Mulheresde 30 a 90 mg %


PARA O LDL COLESTEROL
homens e mulheres50 a 190 mg %



OS RISCOS DE DOENÇA CARDIOVASCULAR RELACIONADOS AOS ÍNDICES DOS NÍVEIS DE LIPÍDIOS NO SANGUE, FORMULADOS PELA AAM AMERICANA SÃO: 
Colesterol menor do que 200 mg % e HDL Colesterol maior do que 34 mg %.
Se não houver outros fatores de risco, a chance de doença cardiovascular é relativamente pequena. Essa pessoa deve repetir os exames a cada 5 anos e deverá seguir as recomendações para prevenir as doenças cardiovasculares. 
Colesterol menor do que 200 mg % e HDL Colesterol maior do que 35 mg %.
Primeiro, deve verificar o LDL Colesterol e falar com o seu médico sobre qual a conduta a seguir. Segundo, controlar os outros fatores de risco e terceiro, aumentar a sua atividade física.
Colesterol entre 200 e 239 mg % e HDL Colesterol acima de 34 mg % e menos do que dois fatores de risco.
Essa situação pode duplicar as chances de ter doença cardiovascular. Os incluídos nesse grupo devem primeiro corrigir os outros fatores de risco; segundo, controlar o colesterol a cada dois anos e terceiro, basicamente, procurar modificar a sua dieta e aumentar sua atividade física. Nem todas as pessoas que têm esses níveis estão realmente ameaçadas de doença cardiovascular. Fale com o seu médico a respeito disso.
Colesterol total de 200 a 239 mg %, HDL Colesterol menor do que 35 mg % e mais do que dois fatores de risco.
Nesse caso a pessoa pode ter uma chance dobrada de doença cardiovascular assim como as pessoas com menos de 200 mg %. Deverá verificar o LDL Colesterol e falar com o seu médico, que o orientará sobre os controles e as medidas a seguir. Também deverá controlar os outros fatores de risco, corrigir a dieta e aumentar a atividade física.
Colesterol acima de 240 mg %.
O risco de doença cardiovascular é grande e maior ainda, se tiver outros fatores de risco. Deverá verificar o LDL Colesterol e mostrar ao seu médico que vai interpretar os exames. O seu médico irá orientá-lo para reduzir esse e os outros fatores de risco.


Como Corrigir o Fator de Risco Colesterol
Nos Estados Unidos, o número de pessoas vitimadas por doenças cardiovasculares está diminuindo de ano para ano, graças a correções dietéticas que as pessoas estão adotando.
Para corrigir seus hábitos alimentares procure saber o que são gorduras saturadas (elevam o mau colesterol (LDL)) e não saturadas (não elevam o colesterol)
GORDURA SATURADA
As gorduras saturadas são a principal causa da elevação dos níveis sangüíneos de Colesterol.
A principal fonte dessas gorduras vem dos animais e de certas plantas. Recomenda-se não ingerir mais do que 200 mg por dia de Colesterol e não mais do que 30 % da ingestão de calorias por dia oriundas de gorduras, com menos de 7% vindo de gorduras saturadas.
Aí se incluem carne de gado, gordura de gado, porco, sebo, manteiga, nata, leite, queijo e outros alimentos derivados do leite. São todos alimentos que contêm colesterol e gorduras saturadas.
Das gorduras de plantas estão incluídas o gordura de coco, azeites tropicais, manteiga de cacau.
GORDURAS HIDROGENADAS
A hidrogenação das gorduras ocorre durante o seu preparo industrial, o que acontece, por exemplo, com a margarina.
GORDURAS NÃO SATURADAS (POLI E MONO)
São geralmente encontradas em gorduras líquidas obtidas de vegetais.
Entre os poli não saturados estão o óleo de sésamo (ou gergelim), girassol, milho, soja, nozes e sementes.
Entre os mono não saturados estão o óleo de canola, amendoim, abacate e o azeite de oliva.
As gorduras não saturadas ajudam a diminuir os níveis de colesterol do sangue quando são usadas na alimentação, como substitutos das gorduras saturadas. Mesmo as margarinas preparadas com essas gorduras devem ser usadas com moderação. A saturação das gorduras não saturadas, pela industrialização, visando torná-las mais espessas, torna-as tão prejudiciais quanto as gorduras saturadas in natura. As gorduras não saturadas também se saturam pelas altas temperaturas ( frituras).
Seguir as recomendações básicas abaixo: 
 
Use óleos naturais, não hidrogenados, tais como de canola e azeite de oliva.
Procure alimentos industrializados produzidos com gorduras não saturadas.
Use margarina como substituto de manteiga, mas procure as margarinas líquidas ou cremosas em vez das mais duras. Procure as que contenham menos de 2 g de gordura saturadas por colher de chá e que, na composição, os azeites líquidos sejam predominantes.
Evite batata frita, sonhos e biscoitos.
Evite os alimentos gordurosos.
Evite os alimentos industriais e comerciais fritos e confeitados por serem ricos em gorduras.
Evite as refeições rápidas e frituras.

Fonte: ABC da Saúde

28 de set de 2011

Instrumentação Cirúrgica - Anestesia


Anestesia


Ainda assusta muita gente. Mas, segundo os especialistas, a falta de informação é a maior causa para tanto medo.

O que é?
De origem grega, a palavra quer dizer "sem sensibilidade". É o estado de total ausência de dor durante uma operação, exame ou curativo.

Quanto tempo dura?
O necessário para que seja realizada a operação. Depende também do anestésico empregado.

Riscos de uma anestesia
Complicações são muito raras atualmente. Com medicamentos, equipamentos e técnicas modernas, já se reduziu ao máximo os riscos de acidentes anestésicos. Mas os riscos nunca chegam a zero, já que outros fatores, como a própria operação e as condições do hospital, interferem. Em operações de emergência e em pessoas com outras doenças, os riscos aumentam.
Tipos de anestesia

Local

  
É indicada para operações simples, que envolvem pequenas áreas, como algumas cirurgias plásticas ou para suturar cortes (dar pontos).

Área de atuação 
Torna insensíveis pequenas áreas em qualquer parte do corpo.

Procedimento

(1) A aplicação é feita na região onde a pequena cirurgia será efetuada. 
(2) A agulha penetra na pele, indo até a camada sub-cutânea. 
(3) O anestésico não atinge o nervo propriamente dito, mas terminações nervosas da pele.

Regional

Podem ser de três tipos: bloqueio de plexo (grupo de nervos), peridural ou raquianestesia.

Bloqueio de plexo (exemplo no plexo braquial)
 
É indicada para operações em qualquer região do braço.

Procedimento 

(1) A pessoa recebe uma anestesia local na região cervical. 
(2) A agulha penetra na pele, passando pelo músculo até atingir o grupo de nervos (plexo braquial). 
(3) O anestésico é injetado e absorvido por todos os nervos. 
Área de atuação 
Deprime todas as funções do braço, eliminando a sensibilidade e movimentos.
 
Peridural e raquianestesia

 
São indicadas para operações nas pernas, abdômen inferior (apendicite, útero, ovário, bexiga) e cesarianas. Nos dois procedimentos, o paciente pode receber a aplicação deitado, de lado ou sentado.
Área de atuação O anestésico deprime as funções da cintura para baixo da pessoa.

Procedimento

 
1) É dada uma anestesia local. 
2) A agulha penetra na pele, no tecido subcutâneo e nos ligamentos espinhosos.
Peridural 

 
3) O anestésico é injetado no espaço peridural (camada de gordura anterior à duramáter-membrana que envolve a medula vertebral).
Raquianestesia 
 
3) A agulha ultrapassa a duramáter, mas não atinge a medula. O anestésico é injetado em uma região abaixo da medula, onde só há filamentos nervosos.

 Geral


 
É indicada para operações no abdômen superior, tórax ,cabeça, pescoço, cirurgias cardíacas e neurológicas (no cérebro). Operações em crianças normalmente são realizadas com anestesia geral, para evitar que elas se traumatizem ou fiquem inquietas durante a cirurgia.
Área de atuação Atua no corpo inteiro, deprimindo todas as funções da pessoa (consciência, dor e reflexos).

Procedimento

(1) O anestesiologista instala soro-fisiológico e injeta medicamentos que induzem o sono na veia da pessoa. 
(2) Através de um tubo na laringe ou uma máscara, a pessoa passa a receber oxigênio. 
(3a) O anestésico pode ser aplicado junto com o oxigênio (anestesia inalatória), na forma gasosa. Ao chegar ao pulmão, é absorvido e entra na corrente sangüínea. 
(3b) Outra maneira é aplicá-lo em forma líquida, por meio de doses repetidas na veia da pessoa (anestesia venosa).

Precauções
  • A pessoa deve fazer jejum de seis horas para líquidos e oito para alimentos sólidos;
  • Cabe ao anestesiologista checar se a pessoa é alérgica a algum medicamento e se tem outras doenças além do problema a ser tratado;
  • Conversar com o anestesiologista antes da cirurgia para esclarecer as dúvidas e se acalmar.
Sensação depois da anestesia
  • Depende da operação, do tipo de anestesia e das condições físicas de cada pessoa;
  • Mas é normal que a pessoa sinta dificuldade de concentração e sonolência por duas a três horas;
  • Em alguns casos ocorre o que os médicos chamam de ressaca (náuseas por um ou dois dias).

27 de set de 2011

Impotência...

 MITO MASCULINO - TEMOR DE DESEMPENHO


Vivemos ainda em uma sociedade muito machista, infelizmente para todos nós. Para os homens, em especial, existe uma pressão desenfreada para a atividade sexual predatória. O que caiu na rede é peixe! E existe, por sinal, um mito milenar de que os homens estão sempre aptos ao sexo, independente de qualquer outro fator. Devem sempre estar com desejo, devem ter plena ereção e não falhar jamais.
Essa situação é um peso muito grande para os ombros de qualquer um. A bem da verdade, qual o homem ao qual nunca lhe faltou potência?
Qual a mulher cujo parceiro já não perdeu a ereção alguma vez na vida?
É necessário desmistificar essa situação. A impotência (disfunção erétil) só se torna um problema ou uma doença quando ela predomina na vida sexual de um homem. Ou seja, quando há uma incapacidade persistente ou recorrente (repetida) de manter uma ereção até a conclusão da atividade sexual. Alguns se queixam de falta completa de rigidez para conseguir uma penetração. Outros conseguem ter o pênis rijo, mas na hora de introduzi-lo perdem a potência.

Atenção! a eventual ocorrência de perda de ereção não é considerada impotência.

O QUE CAUSA A PERDA DA EREÇÃO?
As pesquisas são contraditórias: algumas apontam que 90% da impotência tem causa emocional. 
 
O estresse do dia-a-dia.
           A discórdia conjugal.
          A falta de atração pela parceira.
      A ansiedade ou depressão.
  O temor de não desempenhar o sexo adequadamente.
 Conflitos emocionais antigos.
    Culpa e repressões sexuais.
São algumas das causas psíquicas comuns.

Outros trabalhos científicos relatam que a disfunção erétil nos homens é, na maioria dos casos, orgânica, principalmente quando o homem tem mais que 50 anos. 
 
A deficiência de alguns hormônios masculinos como a testosterona.
Excesso de prolactina.
A presença de algumas doenças como o diabete melito.
O uso de medicações que combatem a hipertensão.
A anormalidade vascular peniana.
São fatores orgânicos importantes a serem levados em consideração na avaliação dessa disfunção sexual.

E TEM CURA?
Podemos pensar que há uma soma desses fatores orgânicos e emocionais na determinação da impotência. Para o tratamento, então, devemos combinar algumas técnicas terapêuticas para obtenção de maior sucesso.
Após alguns exames de rotina, detectamos a presença ou não de algum problema orgânico. Por exemplo, se há falta de testosterona, podemos repor através de uso de medicação. Se há problema vascular ou neurológico, podemos até indicar cirurgia ou colocação de prótese. Entretanto, tais métodos mais evasivos são de última escolha no tratamento da impotência, só utilizados quando quaisquer outros métodos já falharam completamente.
Quando não há muitos achados positivos nos exames, podemos empregar um tipo de tratamento psicológico, denominado psicoterapia cognitivo-comportamental, que é baseado em tarefas sexuais progressivas e orientação.
O uso concomitante de algumas medicações que provocam a ereção tem elevado o sucesso terapêutico em muitos casos. Entretanto, os mesmos nunca devem ser utilizados sem acompanhamento médico especializado.