15/09/2011

Mito ou Verdade... Aumento Peniano


Márcia Moreno
Especial para o UOL Ciência e Saúde em São Paulo

A preocupação com o tamanho do pênis é muito comum entre os homens.  Nos consultórios de urologia, este problema perde apenas para dois outros assuntos também delicados: ejaculação precoce e disfunção erétil. E ao lado da grande preocupação há a vasta oferta de medicamentos, dispositivos, manuais de exercícios e até cirurgias para se tornar bem-dotados.
“Nada disso funciona na fase adulta”, diz Geraldo Faria, urologista e presidente da Sociedade Latino-Americana de Medicina Sexual, que destaca que é preciso ter cuidado com as promessas e milagres oferecidos. “Temos visto em nossos consultórios pacientes com graves sequelas resultantes de um grande apelo que promete de tudo”.
O discurso é reforçado pelo urologista e secretário geral da Sociedade Brasileira de Urologia, Eduardo Lopes: “Não há base científica nestes métodos”.  E mais: eles garantem que o tamanho do pênis não é importante. “A vagina tem de 8 a 10 centímetros de profundidade e é apenas no terço externo que a mulher tem sensibilidade aos estímulos”, conta Lopes. “Um pênis com 9 centímetros é suficiente para dar prazer a uma mulher”, afirma Carlos Araújo,  cirurgião geral e vascular, especializado na área de andrologia.  Vale lembrar que o tamanho médio do pênis do brasileiro é 14 centímetros.
A ansiedade de querer aumentar o pênis pode ocorrer desde a infância. Foi o que aconteceu com Leonardo (nome fictício). O estudante de engenharia civil de 19 anos sofre desde criança. “Quando era pequeno, com 7 anos, fui passar um final de semana com meus tios e primos na praia. Na hora de tomar banho, era alvo de piada. Todos falavam que meu pênis era muito pequeno. Desde então, fiquei com trauma de ficar nu na frente dos outros”, fala.

“Eu sempre me escondia para me trocar em vestiários da escola e academia. Na maioria das vezes, ia tomar banho em casa, com vergonha de alguém me ver sem roupa”. Esta mágoa foi se acumulando até a adolescência, quando o rapaz decidiu que deveria tomar providências. 
Aos 16 anos, ele mediu: “meu pênis ereto tinha apenas 10 centímetros”. Resolveu que faria algo para mudar a situação.

Com amigos, conseguiu um manual de exercícios que prometia o aumento do pênis em até 3 cm. “Eu fazia os exercícios todos os dias por quase uma hora”. Foi assim durante vários meses, até que notou que estava se machucando. “Fui a um urologista que pediu para parar com os exercícios, pois já estava com uma fibrose. Tive acompanhamento psicológico e percebi que nada poderia ser feito. Meu problema estava na cabeça e não no pênis”, conta. 
“O pior é que em casos assim, o rapaz não tem para quem reclamar ou recorrer, pois tem vergonha. Existe uma indústria paralela que explora as pessoas”, afirma Lopes.  “O homem não pode ficar limitado ao tamanho. Se perguntarmos, a maioria deles vai responder que quer ter o pênis no joelho”, brinca o médico.
“Quando um paciente entra em meu consultório e pede uma solução para o ‘pênis pequeno’, eu digo que adoraria ter algo simples, confiável e seguro. Mas até agora a ciência não descobriu nada que mude isso. Não há nada a oferecer, só tratamento e aconselhamento psicológico”, fala Faria.
“É um trauma psicológico que pode começar na infância e que o homem carrega pela vida toda”, avalia. “É difícil convencer um homem que acha que tem o pênis pequeno que o tamanho é normal e que o problema está na parte psicológica. Muitos ficam mais preocupados até mais com a aparência do que com a sexualidade”.

Leonardo frequentou dois anos de terapia e acompanhamento médico para poder perder a vergonha e tirar a roupa para uma primeira relação sexual. “E minha namorada da época não reclamou”, confessa. Os médicos garantem que é preciso considerar as distorções do imaginário masculino, que se sentem inseguros com pênis pequenos. “Tem muitos que reclamam até do tamanho quando está flácido”, diz Lopes.
Assim como Leonardo, muitos garotos ficam traumatizados na infância quando os pais ou outras pessoas da família comparam seus pênis com os de outros garotos da mesma idade. “Isso deve ser evitado para não alimentarem o complexo”, explica Faria.
Uma busca na internet aponta diversas promessas tratamentos de aumento de pênis. Nenhum, porém, é reconhecido pela medicina. O que os médicos e a Sociedade Brasileira de Urologia indicam é que os pacientes com dúvidas sobre o tamanho do seu pênis devem procurar profissional qualificado, que avaliará a situação, podendo ser necessária uma opinião multidisciplinar com sexólogo ou psicólogo.
Mas muitos homens recorrem a medicamentos via oral. Mas se enganam e o pior: podem ter diversos tipos de complicações. “Estes remédios têm testosterona como uma das bases e pode dar efeitos secundários se utilizados por muito tempo, como problemas no fígado, atrofiamento testicular, parada de produção de espermatozoide etc.”, diz Geraldo Faria, urologista e presidente da Sociedade Latino-Americana de Medicina Sexual.
Os dispositivos que garantem aumento de pênis, como aparelhos à vácuo, aparelhos de tração mecânica, aparelhos de estimulação eletromagnética e pesos, também não funcionam. “Podem causar ferimentos graves. E imagine como deve ser desconfortável andar com um dispositivo amarrado ao pênis por um dia inteiro. Do ponto de vista prático, é impossível”, afirma Lopes.
As cirurgias também não são recomendadas, uma vez que não estão comprovadas cientificamente na medicina. “Temos tido resultados desastrosos”, conta Faria. “Já recebi casos graves, até de perda de pênis”, conta Araújo, que recebe vários garotos no consultório com a “SPP” (Síndrome do Pênis Pequeno).
“O assunto é muito sério e termos de ter cuidado com os pacientes, que sem dúvida precisam de tratamento, mas não do pênis. Do ponto de vista médico não há nenhuma técnica cirúrgica que permita o aumento do pênis, tanto em comprimento quanto em largura”, diz Faria.
Existem técnicas para fazer com que o pênis pareça maior, como retirar a gordura da área pubiana e outros procedimentos estéticos. Mas é preciso tomar muito cuidado com o que se aceita nos consultórios. “Não há milagre. Há pesquisas sendo realizadas no mundo inteiro para ver se há alguma solução, mas até agora nada”, afirma o presidente da Sociedade Latino-Americana de Medicina Sexual.

MÉTODOS QUE PROMETEM O AUMENTO PENIANO



Medicamentos via oral e injetáveis Remédios só funcionam na fase infantil. Se um uropediatra detectar que o menino tem micro-pênis, poderá fazer uso de medicamentos, e apenas entre 5 e 7 anos de idade. Na fase adulta, não há como reverter o quadro. Os pacientes que se sujeitam a tomar remédios podem ter complicações sérias de saúde
Cirurgias para aumentar o pênis
Até hoje não há comprovação científica para cirurgia ou qualquer intervenção com objetivo de aumento peniano. Os resultados são duvidosos.
Uso de aplicações de metacrilato ou gel russo (feito à base ácido hialurônico)
Tratamento perigoso e pode trazer resultados desastrosos, como cicatrizes e deformações no pênis. O homem pode ter dores locais, dificuldades nas relações sexuais e ardência. Há risco de gangrena e necrose na região, se for injetada no corpo cavernoso.

Colágeno

O uso de colágeno pode causar deformações

Extensores e bombas penianas

Vendidos pela internet e sex-shops, estes aparelhos submetem o pênis a tração contínua. Não há nenhum estudo que comprove o funcionamento. O homem que fizer uso destes dispositivos pode ter sérias complicações no pênis.

Manuais de exercícios

Não há nenhum exercício ou uso de pesos no pênis que ajudem a aumentar o   tamanho. Pelo contrário, quem faz uso pode se machucar seriamente.

No Brasil, os procedimentos para aumentar o tamanho ou volume do pênis são experimentais. Mesmo assim, Fernando (nome fictício) ignorou a palavra de um médico e aceitou o que outro prometeu: 3 centímetros  a mais com uma operação.
Ele se submeteu a cirurgia do ligamento suspensor. Nesta operação, o cirurgião solta um ligamento que existe que une o pênis ao púbis. Essa estrutura, ao ser cortada, faz com que o genital ganhe poucos centímetros – mas em estado flácido. “Não deu um resultado satisfatório, já que depois de um tempo, foi reversível”, afirmou.
Depois disso, Fernando também teve de recorrer à terapia para aceitar o tamanho do pênis. Atualmente o advogado tem 28 anos, é casado e tem um filho. “Para chegar aqui foi um custo. A minha família é prova de que venci a luta contra meu próprio preconceito”, confessa.
Fernando acredita que tem o pênis pequeno, apesar de ser considerado normal para os médicos. “Quando ereto, tem 12 centímetros. Mas descobri que o que faz a diferença é minha performance e não o tamanho do meu pênis”, disse.

É possível aumentar tamanho do pênis até os sete anos, diz médico



Todas as crianças precisam frequentar um pediatra. E se este especialista detectar algo de errado no menino pode aconselhar os pais a levá-lo a um uropediatra. “Este médico terá capacidade de saber se o crescimento do pênis é normal ou não e vai orientar os pais a como cuidar do pênis e se há algo errado”, diz o urologista e secretário geral da Sociedade Brasileira de Urologia, Eduardo Lopes.
Assim como existe uma tabela para crescimento de altura das crianças, há também uma tabela que mostra se o crescimento do pênis, mas apenas os meninos que têm micro-pênis são submetidos a tratamentos com hormônios.
“Hoje em dia existem várias maneiras de dar um aumento no pênis de meninos até 5 a 7 anos de idade. Podem usar medicamentos orais, adesivos ou até injeções que vão ajudá-lo. Mas apenas na fase infantil”, conta.
“Mesmo assim é preciso ter cuidado ao tratar deste assunto na frente da criança, para evitar traumas”, aconselha Geraldo Faria, urologista e presidente da Sociedade Latino-Americana de Medicina Sexual. “Tem pais que levam ao médico por achar que o pênis do garoto é pequeno. Mas às vezes, é só aparência, pois se o menino é gordinho, então parece que o pênis é menor do que deveria”, conta Lopes.

Mas é mesmo pequeno?
Segundo os especialistas, o pênis flácido mede de 5 cm a 10 cm de comprimento. O tamanho durante a flacidez não determina o tamanho durante a ereção, já que o pênis pode dobrar de tamanho quando ereto.  A medida é feita desde o ponto em que ele se encontra com o corpo (não com a pele) até a extremidade da glande.
Uma pesquisa realizada em consultórios de urologistas no país determinou que o pênis médio do brasileiro, quando flácido é de 9 centímetros e em ereção, é de 13 a 14 centímetros.
Carlos Araújo, cirurgião geral e vascular, especializado na área de andrologia, conta que homens com pênis muito grandes também têm problemas. “Homens muito avantajados chegam a machucar a companheira e não conseguem dar prazer”, explica.
O importante é saber que se o homem tem dúvidas com relação ao tamanho do pênis, precisa procurar um urologista. “Só o médico vai poder avaliar. E cada caso é um caso”, diz Farias. O paciente deve ser examinado detalhadamente, incluindo volume e presença dos testículos, presença e localização de pêlos pubianos e outras características sexuais.


Então por via das dúvidas melhor não se arriscar...


Isso deve doer muitoooooooo...

3 comentários:

  1. ola eu tenho 20 anos e meu pênis e de 12 em ereção
    mas eu quero aumentar 3 cm eu tenho alguma possibilidade

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    1. cara seu pênis esta na média é quase ridículo vc querer aumenta-lo na moral viva feliz e de bem com a vida não se arrisque (só porque sou anônimo não quer dizer q o que eu vou falar é mentira) tenho 21 estou na facul e sou conhecido por ser um "bom de cama" mas só tenho 11 cm e meio sabe como faço para ser tão bom Kama Sutra tente aposto q vai gostar.

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  2. Tenho um pênis com 25 cm de comprimento e aproximadamente 6 de diâmetro. Minha namorada reclama muito, principalmente quando fazemos sexo anal. Há alguma possibilidade de reduzir o tamanho do meu pênis?

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