19 de out de 2011

ATENÇÃO!




Meningite é uma infecção que se instala principalmente quando uma bactéria ou vírus, por alguma razão, consegue vencer as defesas do organismo e ataca as meninges, três membranas que envolvem e protegem o encéfalo, a medula espinhal e outras partes do sistema nervoso central. Mais raramente, as meningites podem ser provocadas por fungos ou pelo bacilo de Koch, causador da tuberculose.
Sintomas

a) Meningites virais
Nas meningites virais, o quadro é mais leve. Os sintomas se assemelham aos das gripes e resfriados. A doença acomete principalmente as crianças, que têm febre, dor de cabeça, um pouco de rigidez da nuca, inapetência e ficam irritadas. Uma vez que os exames tenham comprovado tratar-se de meningite viral, a conduta é esperar que o caso se resolva sozinho, como acontece com as outras viroses.
b) Meningites bacterianas
As meningites bacterianas são mais graves e devem ser tratadas imediatamente. Os principais agentes causadores da doença são as bactérias meningococos, pneumococos e hemófilos, transmitidas pelas vias respiratórias ou associadas a quadros infecciosos de ouvido, por exemplo.
Em pouco tempo, os sintomas aparecem: febre alta, mal-estar, vômitos, dor forte de cabeça e no pescoço, dificuldade para encostar o queixo no peito e, às vezes, manchas vermelhas espalhadas pelo corpo. Esse é um sinal de que a infecção está se alastrando rapidamente pelo sangue e o risco de septicemia aumenta muito. Nos bebês, a moleira fica elevada.
Importante: os sintomas característicos dos quadros de meningite viral ou bacteriana nunca devem ser desconsiderados, especialmente em duas faixas etárias extremas: nos primeiros anos de vida e quando as pessoas começam a envelhecer. Na presença de sinais que possam sugerir a doença, a pessoa deve ser encaminhada para atendimento médico de urgência.
Diagnóstico
Todos os tipos de meningite são de comunicação compulsória para as autoridades sanitárias. O diagnóstico baseia-se na avaliação clínica do paciente e no exame do líquor, líquido que envolve o sistema nervoso, para identificar o tipo do agente infeccioso envolvido.
Se houver suspeita de meningite bacteriana, é fundamental introduzir os medicamentos adequados, antes mesmo de saírem os resultados do exame laboratorial. O risco de sequelas graves cresce à medida que se retarda o diagnóstico e o início do tratamento. As lesões neurológicas que a doença provoca nesses casos podem ser irreversíveis.
Prevenção e vacinas

A vacina contra o Haemophilus influenzae tipo B também protege contra a meningite e faz parte do calendário oficial de vacinação.
A vacina contra a meningite por pneumococo, embora tenha sido lançada na Europa e nos Estados Unidos, onde as características da bactéria são um pouco diferentes, fornece boa proteção também no nosso País.
A partir de 2011, a vacina conjugada contra meningite por meningococo C  faz parte do Calendário Básico de Imunização.  O esquema de vacinação obedece aos seguintes critérios: uma dose deve ser aplicada aos três meses; outra, aos cinco meses e a dose de reforço, aos doze meses.
Tratamento
O tratamento das meningites bacterianas tem de ser introduzido sem perda de tempo, porque a doença pode ser letal ou deixar sequelas, como surdez, dificuldade de aprendizagem, comprometimento cerebral. Ele é feito com antibióticos aplicados na veia.
Assim como para as outras enfermidades causadas por vírus, não existe tratamento específico para as meningites virais. Os medicamentos antitérmicos e analgésicos são úteis para aliviar os sintomas.
Meningites causadas por fungos ou pelo bacilo da tuberculose exigem tratamento prolongado à base de antibióticos e quimioterápicos por via oral ou endovenosa.
Recomendações
* Cuidados com a higiene são fundamentais na prevenção das meningites. Lave as mãos com frequência, especialmente antes das refeições;
* Alguns sintomas da meningite podem ser confundidos com os de outras infecções por vírus e bactérias. Não fique na dúvida: criança chorosa, inapetente e prostrada, que se queixa de dor de cabeça, precisa ser levada, o mais depressa possível, para avaliação médica de urgência.
Medo de surto de meningite provoca demissões em MG
Por Belo Horizonte
Marcelo Portela - O medo de um surto de meningite tipo C, o mais perigoso deles, levou 300 funcionários terceirizados que trabalhavam em uma obra da Gerdau Açominas em Ouro Branco (MG) a pedirem demissão. Dois operários já tiveram a doença confirmada, sendo que um deles, de 19 anos, morreu na última sexta-feira, 14. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, pelo menos outros 17 trabalhadores estão internados com sintomas da doença, todos isolados. Um deles chegou a ser levado para o Centro de Terapia Intensiva (CTI), mas já voltou para o quarto.
Até a tarde de hoje, ainda não havia sido divulgado o resultado dos exames realizados pela Fundação Ezequiel Dias, em Belo Horizonte, nos outros operários que estão internados. Em agosto, duas pessoas já haviam morrido vítimas da doença na cidade. No Estado, desde o início do ano, já foram notificados 792 casos de meningite, com 117 mortes.
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Conselheiro Lafaiete, Congonhas e Ouro Branco, 1,2 mil trabalhadores, a maioria recrutada em Estados do Nordeste, dormiam nos alojamentos junto com os operários que tiveram a doença confirmada ou apresentaram sintomas. Eles foram contratados pela Paranasa Engenharia e Comércio para trabalhar na expansão de uma usina da Gerdau no município.
O sindicato estima que pelo menos outros 200 trabalhadores, que têm salário de cerca de R$ 1 mil, devem pedir demissão por medo da doença. Todos os casos confirmados e suspeitos estavam no mesmo alojamento. "Essas ocorrências começaram na sexta-feira. Foram 12 casos na sexta-feira, cinco casos no sábado, dois casos no domingo e dois casos na segunda-feira. A gente analisou e investigou 19 casos. Desses, dois casos foram confirmados até o momento", afirmou o secretário municipal de Saúde de Ouro Branco, Hideraldo Belini.
Em nota, a Paranasa informou que forneceu preventivamente medicamentos a todos os operários da obra e que vem trabalhando junto com as autoridades sanitárias do município para evitar a propagação da meningite. A empresa afirmou também que os alojamentos estão dentro das normas sanitárias exigidas pela lei. Informou ainda que está fazendo o acerto rescisório com todos os trabalhadores que querem deixar a obra e vai disponibilizar alimentação e transporte para suas cidades de origem.
Belini disse que, além dos operários da Paranasa, o município e as empresas decidiram também fornecer medicamentos a todos os prestadores de serviço que tiveram contato com os alojamentos, como funcionários de limpeza, os que forneciam alimentação e aqueles responsáveis por troca das roupas de cama, por exemplo. "Estavam trabalhando no ambiente. Os que tiveram contato mais próximo tomaram um antibiótico mais forte e os que tiveram contato menor tomaram antibiótico que a gente chama de segundo nível", salientou o secretário. "A tomada de ação foi muito rápida. Foi o que inibiu que a gente tivesse uma situação de maior gravidade. Aí os casos foram reduzindo. O quadro no momento é de extrema tranquilidade", acrescentou.
Também em nota, a Gerdau lamentou a morte do trabalhador na última sexta-feira e afirmou que está trabalhando junto com as autoridades sanitárias de Minas para dar assistência aos dois operários que tiveram a doença confirmada, bem como para evitar a propagação da meningite. A empresa afirmou ainda que as operações da empresa não foram afetadas e que os trabalhadores estão sendo informados "com clareza sobre todas as medidas" adotadas para impedir novos casos e que estão "tranquilos". Segundo a assessoria da empresa, a produção ainda não foi afetada.
A meningite meningocócica é uma infecção bacteriana das meninges, membranas do sistema nervoso central. Os principais sintomas da doença meningocócica são febre, mal estar, desânimo, dores de cabeça fortes e frio nas extremidades do corpo como mãos e pés, mas os pacientes também podem ter sintomas mais graves como convulsões, bolhas na pele e hemorragias.
Fonte: Veja.com e Dr. Drauzio Varella revisado por: Ana Paula Moreira Campos!

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