15 de out de 2011

Dor de Cabeça...


As dores de cabeça são problemas relativamente comuns que levam muitas pessoas aos consultórios médicos. Pesquisas mostram que ao longo da vida 90% a 100% das pessoas terão algum tipo de cefaleia. Contudo, existem vários os fatores que podem desencadeá-la.
Segundo a Sociedade Internacional de Cefaléia (International Headache Society), existem mais de 150 modalidades de dores de cabeça, que podem ser divididas em primária (quando a dor é a manifestação da doença, como, por exemplo, nas enxaquecas) e secundárias (quando essa é sintoma secundário de outras doenças, como aneurismas, infecções e tumores cerebrais).  Especialistas alertam que fatores como problemas neurológicos, má alimentação ou má postura também podem desencadear dores na cabeça.
Devido à falta de informação, muitas pessoas desconsideram a gravidade que uma dor de cabeça pode ter e acabam por não procurar ajuda especializada. “A falta de informação da população a condiciona a procurar tratamentos paliativos, como o uso de analgésicos e antiespasmódicos, o que geralmente traz um alívio momentâneo, porém, não se descobre a verdadeira causa do problema”, diz a Dra. Taíssa Ferrari Marinho, neurologista do Instituto Paulistano de Neurocirurgia e Cirurgia da Coluna Vertebral.
A dor de cabeça (cefaléia, no jargão médico) pode representar a manifestação de vários problemas e não constitui uma doença em si mesma. Os tipos mais comuns são a Tensional, a Enxaqueca e a Cefaléia Secundária (p.ex.: causada por sinusite, resfriados, crise hipertensiva, etc).
A Cefaléia Tensional é causada pela contração da musculatura do pescoço e ombros, em geral devido estresse, fadiga e outras causas. As Enxaquecas são causadas por alterações nos vasos sangüíneos da cabeça. Muitas pessoas rotulam qualquer dor de cabeça como sendo "enxaqueca", mas isto, na maioria dos casos, está incorreto. O ideal é que toda crise de dor seja avaliada por um médico.

Assim como outros tipos de dor, as cefaléias podem servir como sinais de alerta de distúrbios mais sérios. Isto é particularmente verdadeiro nos casos de dores causadas por tração ou inflamação. As cefaléias de tração podem ocorrer quando partes da cabeça sensíveis à dor são puxadas, esticadas ou deslocadas – p.ex.: aumento da tensão dos músculos oculares para compensar deficiências visuais, tumores cerebrais, derrame, traumas cranianos, etc. As cefaléias causadas por inflamação incluem aquelas relacionadas às meningites, arterites e doenças dos seios da face, coluna vertebral, pescoço, ouvidos e dentes.

A maioria dos especialistas concorda que uma boa entrevista é capaz de produzir informações suficientes para um diagnóstico preciso da causa da dor de cabeça. Muitos casos de cefaléia possuem outros sintomas associados que facilitam o diagnóstico. As perguntas mais comuns são:
  • Com que freqüência você sente dores de cabeça?
  • Onde exatamente dói?
  • Quanto tempo duram as crises?
  • Quando elas começaram pela primeira vez?
  • Como é o seu sono?
  • Como anda sua vida pessoal e em família?
  • Já sofreu traumas ou pancadas ou cirurgias na cabeça?
  • Faz acompanhamento médico ou uso regular de alguma medicação devido algum problema de saúde?
Nos casos de dúvida, o médico pode solicitar exames de sangue para detectar a presença de alterações da tireóide, anemia ou infecções. Radiografias, Tomografias Computadorizadas e exames de Ressonância Nuclear Magnética do crânio podem auxiliar na detecção da causa de algumas cefaléias (p.ex.: aquelas causadas por tumores cerebrais), mas apenas raramente são necessárias. Uma vez que problemas visuais são uma causa comum de cefaléia, a avaliação por um Oftalmologista é sempre recomendável.
Alguns pacientes necessitam de um Eletroencefalograma (EEG), para avaliar a atividade cerebral. O EEG é capaz de indicar alterações no funcionamento cerebral, mas não determinam exatamente o que está causando a dor de cabeça.

O tratamento imediato desta forma de dor de cabeça inclui o uso de antiinflamatórios e técnicas de relaxamento mental. Contudo, é essencial descobrir a causa por trás da dor (p.ex.: má-postura corporal, distúrbios da ansiedade, estresse, etc). Isto permite agir diretamente sobre a causa da Cefaléia, evitando o problema desde a raiz ao invés de tratar apenas seus sintomas.
Fonte: Bibliomed revisado por Ana Paula Campos.

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