14 de out de 2011

A Escolha é Sua?


É difícil encontrar uma mulher que não se sinta desconfortável durante a menstruação. Inchaço, irritabilidade e cólicas são os sintomas mais comuns do período. Mas além das alterações fisiológicas que deixam o organismo debilitado, ainda é preciso se adaptar ao absorvente, fundamental para garantir higiene e conforto durante o período.
Nas farmácias e perfumarias não faltam opções de absorventes internos (os chamados tampões) e externos, que devem ser escolhidos conforme a adaptação de cada mulher. Em ambos os casos, porém, é preciso observar suas regras de manipulação e troca, já que tanto um como o outro podem ser porta de entrada para infecções se utilizados de maneira incorreta.


Absorventes internos
O uso de absorventes internos costuma gerar desconfiança, já que muitos são os mitos em torno desse produto. A verdade é que, se trocados constantemente, respeitando o manuseio adequado, dificilmente a mulher terá algum problema. “Os tampões costumam ser mais confortáveis na praia ou em outras situações que exigem trajes de banho, por exemplo, e se usados com cautela, não prejudicam a saúde”, ensina o Dr. Rogério Leão, ginecologista e obstetra do Instituto Paulista de Ginecologia e Obstetrícia (IPGO).

Entretanto, como eles ficam dentro do corpo da mulher, higiene em sua introdução e troca são indispensáveis. A primeira regra é higienizar muito bem as mãos na hora de introduzi-lo na vagina. Lembre-se: as mãos estão muito expostas no dia a dia e, por isso, estão sujeitas a uma infestação de bactérias. Jamais a mulher deve manipular o absorvente interno sem higienizá-las corretamente.
Respeitar os horários de troca também é fundamental. Diariamente, médicos recomendam que a mulher permaneça, no máximo, cinco horas com o mesmo tampão para evitar que as bactérias presentes na vagina se multipliquem. “De cinco a oito horas é o prazo máximo de segurança para que um absorvente interno não gere problemas de saúde. Isso porque o sangue é um meio de cultura para bactérias, com a presença do tampão por muito tempo, o local fica abafado e mais propício à sua proliferação”, explica Dr. Rogério.
É preciso também saber introduzi-lo no corpo. Eles não podem incomodar e menos ainda machucar a região vaginal. “O absorvente deve ser colocado na cavidade profunda da vagina, impedindo que ela sinta incômodos e se machuque. Se o contrário acontecer, deve ser retirado imediatamente”, afirma o Dr. Levon Badiglian Filho, ginecologista do Hospital A. C. Camargo.
Não há problemas em dormir com o tampão, desde que o tempo do sono não ultrapasse oito horas. “Após esse período, a mulher está exposta a infecções que podem, inclusive, evoluir para um quadro generalizado muito grave. Por isso, os absorventes internos devem ser usados de forma responsável, evitando danos à saúde”, confirma Dr. Rogério.


Externos
No dia a dia, os tradicionais absorventes externos são os mais indicados pelos ginecologistas. Costumeiramente também causam menos preocupação às mulheres, mas vale lembrar que também exigem cuidados para não se tornar o ambiente propício para a proliferação de bactérias na região vaginal. “Por aquecer a área, pode ser o meio ideal para cultivar bactérias presentes na vagina e no sangue. Por isso também exigem atenção”, alerta o Dr. Levon.

Não há uma regra para o número de trocas, mas é importante que seja substituído algumas vezes para não superaquecer a vulva e a vagina. “O acúmulo de sangue no absorvente externo também pode estimular a proliferação de bactérias e ocasionar infecções. Ao longo do dia, é interessante que ele seja trocado pelo menos de três a quatro vezes para garantir a higiene e uma região saudável”, diz o médico do hospital AC. Camargo.
Algumas mulheres usam pequenos absorventes externos mesmo fora do período menstrual, os chamados protetores diários. Os dois ginecologistas são contrários à prática, já que mesmo sem a presença de sangue, eles podem aquecer a vulva e a vagina alterando o pH íntimo e tornando o ambiente propício para a proliferação de bactérias  e fungos que pode dar origem à candidíase e outras infecções.
Por fim, médicos alertam que fora do período menstrual, a mulher deve procurar ventilar a área íntima sempre que possível. “Usar saia e dormir sem calcinha (sempre) também são formas de evitar infecções”, diz o Dr. Rogério.

Agência Hélice
Especial para o Terra


Curiosidade!
Foto: DivulgaçãoO site downsizer.net, que tem como slogan "por um futuro sustentável e ético", publicou o passo-a-passo de como as mulheres podem produzir seus próprios absorventes íntimos laváveis e reutilizáveis. A reportagem mostra modelos grandes e pequenos feitos com tecidos coloridos e até com estampa de oncinha. 

Segundo eles, as razões para trocar os absorventes descartáveis pelos permanentes são: benefícios ambientais (graças à consequente diminuição do volume de lixo), economia de dinheiro, adaptação dos modelos conforme as necessidades de quem os usar, conforto e, acima de tudo, "eles são lindos e é muito legal fazê-los e depois usá-los".  
Foto: Divulgação 
Eles podem ser feitos em qualquer tamanho, mas a reportagem dá duas sugestões de moldes acompanhando as instruções. 
Os materiais sugeridos são flanelete, tecido impermeável ("Naprap"), fleece (semelhante à pelúcia) e tecido de toalha. O conselho é ter vários modelos para diferentes ocasiões --para a noite, para os dias "mais pesados". 

O site aconselha: depois de deixá-los de molho para facilitar a lavagem, jogue a água no jardim. É bom para as plantas.


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